sábado, junho 17, 2006

REP TCHECA 0 x 2 GHANA

REP. TCHECA 0 x 2 GHANA

Asamoah Gyan, Muntari

notas CZE:
8,0 Cech
5,0 Grygera
5,0 Ujfalusi (R)
6,0 Rozehnal
6,5 Jankulovski
5,0 Galasek (5,5 Polak)
6,0 Poborsky (5,0 Stajner)
6,5 Rosicky
6,0 Nedved
5,0 Plasil (5,5 Sionko)
5,o Lokvenc

notas GHA:
7,5 Kingsom
6,0 Pantsill
6,5 Mensah
6,5 Shilla Illiasu
5,5 Habib Mohammed
6,0 Otto Addo (6,0 Boateng)
7,0 Appiah
6,5 Essien
7,0 Muntari
6,0 Amoah (6,0 Eric Addo)
6,0 Asamoah Gyan (s.n. Pimpong)

Analise: a estratègia de jogo da Rep. Tcheca foi por agua a baixo jà nos primeiros minutos, com golaço de Asamoah. Ghana pode fazer o seu jogo e deixar os tchecos numa posiçao complicada, pois sem Koller no ataque a selecao tcheca fica muito dependente das jogadas de contrataque. Ghana soube explorar bem a intermediaria tcheca, onde Galasek, sozinho, nao conseguia deter a imposicao fisica e tecnica dos meias ghaneses. Contudo, a limitacao dos atacantes e a ma pontaria nos chutes de fora da àrea limitaram os danos à porta defendida por Chech. Rosicky e Nedved se movimentaram muito mas, especialmente o juventino, erraram mais do que acertaram. Rosicky melhor no segundo tempo, mas liderando uma formaçao muito desequilibrada, com Polak e Stajner nos lugares de Galasek e Poborsky e ainda sem uma companhia mais proximade Lokvenc no ataque. O resultado foi que os tchecos criavam pouco e o ataque de Ghana entrava na àrea tcheca a cada contrataque, obrigando a Chech fazer diversas grandes defesas. Um penalti cobrado na trave por Asamoah poderia ter decido a partida mais cedo, mas Muntari encarregou-se de vencer o intransponivel Chech aos 37'. Venceu o time menos tècnico, mas taticamente muito superior em campo

PORTUGAL 2 x 0 IRAN

PORTUGAL 2x0 IRAN

Deco, Cristiano Ronaldo

notas POR:
6,0 Ricardo
6,0 Miguel
5,0 Fernando Meira
6,0 Ricardo Carvalho
5,5 Nuno Valente
5,5 Costinha
5,5 Maniche (s.n. Petit)
6,5 Deco (s.n. Tiago)
6,5 Figo (s.n. Simao)
5,5 Cristiano Ronaldo
5,0 Pauleta

notas IRN:
6,5 Mirzapour
6,0 Kaebi
5,0 Golmohammadi (s.n. Bakhtiarizadeh)
5,5 Rezaei
5,5 Nosrati
5,5 Mahdavikia
6,0 Teymourian
5,0 Nekounam
5,0 Madanchi (5,0 Khatibi)
4,5 Ali Karimi (5,5 Zandi)
6,0 Hashemian

Analise: A destacada superioridade portuguesa nos primeiros 20 minutos nao resultou em mais do que um par de boa chances desperdiçadas. Figo, jogando mais tempo pela esquerda, nao teve brilho algum e Cristiano Ronaldo seguiu jogando o mesmo futebol narcisista e pouco objetivo da estreia. Mesmo quando o Iran equilibrou a partida, os meias do Team Melli erravam muito mais do que na partida anterior, provavelmente pela mais estreita marcaçao portuguesa em relaçao à mexicana. Mais uma fez, Ali Karimi esteve completamente apagdo, visivelmente fora de ritmo em funçao dos tres meses em que esteve parado por contusao. No segundo tempo, ambas esquadras abusaram da lentidao. Abre o placar um arremate de longa distancia de Deco, complementando jogada pensada por Figo. Khatibi perde grande opotunidade para igualar o placar e, pouco depois, em nova jogada pela esquerda, Figo è derrubado na àrea. Cristiano Ronaldo amplia da marca penal. Mais duas boas chances para o Iran em erros de Fernando Meira na bola alta e basta, um gol anulado por impedimento de Ronaldo e basta. Portugal segue sem convencer e o Iran a decepcionar.

sexta-feira, junho 16, 2006

SELEçAO DA PRIMEIRA RODADA

Com uns dias de atraso, eis aqui os melhores da primeira rodada, conforme as notas atribuidas. O sistema tatico da selecao nao è predefinido, de forma que a selecao serà sempre formada pelos jogadores com maiores nortas, desde que dentro dos modulos taticos convencionais (4-4-2, 4-3-3, 3-5-2, 4-2-3-1, etc..)

selecao da primeira rodada (4-4-2):

HISLOP (TRI)
------------------------
GRYGERA (TCH)
AYALA (ARG)
G. ESPINOZA (ECU)
LAHM (GER)
------------------------
FRINGS (GER)
PIRLO (ITA)
ROSICKY (TCH)
NEDVED (TCH)
------------------------
ROBBEN (HOL)
KLOSE (GER)

MEXICO 0 x 0 ANGOLA

MEXICO 0 x 0 ANGOLA

notas MEX
6,0 Sanchez
5,0 Mendez
6,0 Marquez
6,0 Osorio
5,5 Salcido
5,0 Pineda (5,5 Morales)
5,0 Pardo
5,0 Torrado
5,0 Zinha (5,0 Arellano)
4,5 Bravo
4,5 Franco (5,5 Fonseca)

notas ANG:
6,0 Joao Ricardo
5,0 Loco
5,5 Jamba
6,5 Kali
5,5 Delgado
5,5 Andre Macanga
6,0 Figueiredo (5,0 Rui Marques)
6,5 Mendonça
4,0 Mateus (5,5 Mantorras)
5,5 Ze Kalanga (s.n. Miloy)
5,5 Akwa


Analise: Pessimo primeiro tempo Mexico, que por pouquissimas vezes obteve vantagem sobre a aplicada marcaçao angolana. Muitos erros de passes de lado a lado, mas um pouco melhor Angola ao sair jogando, pois distribuia melhor seus jogadores em campo e retia a posse de bola com inteligencia, pois o passe sò era dado quando um jogador aparecia desmarcado. O fraco ataque dos Palancas Negras, contudo, nao conseguiu mais do que escanteios. No final do primeiro tempo, Franco perde a unica chance de gol mexicana.
A estoria segue igual no segundo tempo, com a diferença de que o Mexico desperdiça quatro chances imperdiveis de gol em erros grosseiros da defesa angolana. Joao Ricardo faz defesas espetaculares e comete erros incriveis. Angola joga tao bem no meio-de-campo que dà impressao de poder ate mesmo vencer. Porem, apos duas substituiçoes questionaveis de Oliveira Gonçalves e da desnecessaria expulsao de Andre Macanga, a Angola restou defender-se da desorganizada e desqualificada pressao mexicana. Pelas chances criadas, o Mexico deveria ter vencido, mas o 0x0 final premiou o simpatico time angolano, que se tecnicamente è sofrivel, mostrou ser mais organizado e inteligente do que o adversario.

HOLANDA 2 x 1 COSTA DO MARFIM

HOLANDA 2 x 1 COSTA DO MARFIM

van Persie, van Nistelrooy, Bakary Kone

notas HOL:
6,0 van der Sar
6,0 Heitinga (6,0 Boulahrouz)
6,0 Oijer
6,5 Mathijsen
5,5 van Bronckhorst
5,5 van Bommel
5,5 Sneijder (5,5 van der Vaart)
5,5 Cocu
6,5 van Persie
6,5 van Nistelrooy (5,5 Landzaat)
6,5 Robben

notas CIV:
5,5 Tizie
5,5 Eboue
6,5 Kolo Toure
5,5 Meite
5,0 Boka
7,0 Zokora
6,0 Yaya Toure
6,0 Aruna Kone (5,5 Akale)
6,0 Romaric (6,0 Yapi Yapo)
6,5 Bakary Kone (6,0 Aruna Dindane)
6,0 Drogba

Analise: bom primeiro tempo das duas equipes. A Costa do Marfim impoe o seu ritmo de jogo, mas è a Holanda a saber explorar melhor a fraqueza do adversario. Em cobrança de falta, Van Persie bate fortissimo no canto de Tizie, que aceita. Minutos depois, em jogada de contrataque, Robben acha van Nistelroy esquecido pelos zagueiros e o atacante do Manchester fuzila Tizie. A Costa do Marfim nao se desanima e pressiona, chegando muito facilmente à frente da àrea holandesa, pouco protegida pelo trio Cocu-Sneijder-Van Bommel. Imediatamente apos o go holandes, Zokora desfere um missil que acerta a forquilha. Minutos depois, Bakary Kone faz grande jogada, cortando toda a defesa da esquerda para direita e chutando alto, cruzado, para as redes de van der Sar. Segundo tempo jogado menos com a cabeça e mais com o coraçao. Costa do Marfim pressiona sem criar muitas chances claras e a Holanda tenta jogar no contrataque. As varias substituiçoes alteram a tatica e o ritmo. O cansaço holandes e o desespero marfinense deixam a partida mais parecida com uma final de campeonato de colègio do que com jogo de copa do mundo. Forte, mas desorganizada, a pressao marfinense dura atè o ultimo segundo. Mas o merecido empate nao vem, atè porque Oscar Ruiz nega dois penaltis sobre Eboue.

ARGENTINA 6 x 0 SERVIA

ARGENTINA 6 x 0 SERVIA

Maxi Rodriguez, Cambiasso, Maxi Rodruguez, Crespo, Messi

notas ARG:
6,5 Abbondanzieri
6,0 Burdisso
6,5 Ayala
6,5 Heinze
6,5 Sorin
s.n Lucho Gonzalez (7,0 Cambiasso)
6,0 Mascheranno
7,5 Maxi Rodriguez (7,5 Messi)
8,0 Riquelme
7,0 Saviola (7,5 Tevez)
7,5 Crespo

notas SCG:
6,0 Jevric
6,0 Duljaj
5,5 Gavrancic
4,5 Dudic
4,5 Krstajic
4,5 Koroman (6,0 Ljuboja)
4,5 Nadj (6,0 Ergic)
5,0 Stankovic
6,0 Djordjevic
4,0 Kezman
4,5 Milosevic (s.n. Vukic)

Analise: No primeiro tempo, terminado 3x0, a contemplativa defesa sèrvia sò faltou pedir as camisetas autografadas dos argentinos. Verdade que fizeram muita os dois laterais titulares da campanha das eliminatorias, onde a Sèrvia foi a melhor defesa, especialmente porque o problema foi muito mal resolvido pelo treinador Petkovic, que sò deixou o beque Gravancic e o volante Nadj em suas posiçoes originais. Mas a Argentina estava tao nem postada em campo e tao inspirada no ataque, que provavelmente teria vencido Servia das eliminatorias do mesmo jeito. Tudo deu certo. Atè mesmo a contusao de Lucho Gonzalez nao prejudicou a equipe, pois Cambiasso fez um partidaço em seu lugar.
A Servia voltou bem mais acesa no segundo tempo, com tres atacantes e um meia-central ofensivo no posto Nadj, e passou a atacar fortemente os argentinos. Porém, com mais entusiasmo do que lucidez. Apòs a tola expulsao de Kezman (mais uma), a Servia desistiu do ataque e tratou de evitar a goleada historica. Nao conseguiu, pois foi aì que começou o show argentino, cujas principais estrelas foram Riquelme e os recem entrados Messi e Tevez.

quinta-feira, junho 15, 2006

SUECIA 1 x 0 PARAGUAI

SUECIA 1 x 0 PARAGUAI

Ljungberg

notas SWE:
6,0 Isaksson
5,5 N. Alexandersson
7,0 Mellberg
6,0 Lucic
5,5 Edman
6,5 Linderoth
7,0 Kallstrom (6,5 Elmander)
5,5 Wilhelmsson (6,0 Jonson)
8,0 Ljungberg
6,0 Larsson
5,5 Ibrahimovic (5,0 Alback)

notas PAR:
6,5 Bobadilla
5,5 Caniza
6,0 Caceres
6,0 Gamarra
5,5 Nunez
5,5 Bonet (5,5 Barreto)
6,0 Acuna
5,0 Riveros (6,5 Julio dos Santos)
5,5 Paredes
5,5 Santa Cruz (5,5Dante Lopez)
6,0 Haedo Valdez

Analise: Suecia começa imprimindo ritmo de jogo muito forte, alternando jogadas agudas pelas extremas com lançamentos altos para Ibrahimovic e Larsson, alèm de varios chutes de fora da àrea. Muito poucas chances reais de gol, contudo, foram criadas. Passado o susto inicial, onde a meia-cancha paraguaia se viu completamente envolvida, aos poucos o time guarani conseguiu organizar alguns contrataques, tanto com os avanços dos laterais como pelo meio com Paredes e Santa Cruz, que procuravam aproveitar a cronica falta de marcaçao sueca na intermediària. Mas, nada que resultasse em claras oportunidades de gol.
Segundo tempo ainda mais vibrante, com o Paraguai chegando mais vezes ao ataque e a Suecia buscando o gol a todo custo e criando ainda mais oportunidades. Pena para os suecos que Ibra, machucado, tenha sido substituido pela maquina de perder gols Alback. Melhora o Paraguai com a entrada do criativo Dos Santos. Porem, perigo mesmo apenas em meia duzia de boas finalizaçoes de media e longa distancia. Depois de duas boas subtituiçoes, a pressao comandada por um incansavel Ljungberg traz o merecido resultado. Ele proprio entra pela direita, por tras da defesa, e manda pras redes uma escora de cabeça de Alback.

INGLATERRA 2 x O TRINIDAD & TOBAGO

INGLATERRA 2 x o TRINIDAD & TOBAGO

Crouch, Gerrard

notas ENG:
5,0 Robinson
5,5 Carragher (6,5 Lennon)
6,5 Ferdinand
6,0 Terry
5,5 Ashley Cole
6,0 Beckham
5,5 Lampard
6,5 Gerrard
5,5 Joe Cole (5,5 Downing)
5,5 Crouch
5,5 Owen (6,0 Rooney)

notas TRI:
6,0 Hislop
5,o Edwards
7,0 Lawrence
6,0 Sancho
5,5 Gray
6,0 Birchall
6,0 Theobald (s.n. Wise)
5,5 Whitley
6,0 Yorke
5,0 Jones (6,0 Glen)
5,0 Stern John

Analise: Em dia de futebol muito pouco inspirado, a Inglaterra abusou dos lances longos e da bola alta em Crouch, com poucos resultados. Trinidad levou perigo somente em duas jogadas de escanteio. No segundo tempo, as entradas de Rooney e dos ponteiros Lennon e Downing fizeram com que a Inglaterra passasse a jogar um pouco mais com a bola no chao, colocando maior dificuldade para o "catenaccio" caribenho. Lampard teve 4 boas chances de marcar em suas infiltracoes sem bola, a surpresa da zaga de Trinidad. Porem, chutou mal todas as vezes. No final das contas, decide um longuissimo apoio de Beckham na cabeça do pèssimo Crouch, a 7 minutos do encerramento. O belo gol de Gerrard veio nos acrescimos, quando os caribenhos jogavam mais abertos.

BRASIL 1 x 0 CROACIA

BRASIL 1 x O CROACIA

Kakà

notas BRA:
6,5 Dida
5,5 Cafu
7,0 Lucio
6,5 Juan
5,0 Roberto Carlos
6,0 Emerson
6,5 Ze Roberto
7,0 Kakà
6,0 Ronaldinho
4,0 Ronaldo (5,5 Robinho)
4,5 Adriano

notas CRO:
6,0 Pletikosa
6,0 Simic
7,0 Robert Kovac
7,0 Simunic
5,5 Srna
5,5 Tudor
6,5 Niko Kovac (5,5 Jerko Leko)
6,0 Babic
5,5 Kranjcar
6,5 Prso
5,0 Klasnic (5,0 Olic)

Analise: Adriano e Ronaldo completamente parados na frente impediram o desenvolvimento do jogo brasileiro. Ronaldinho aberto pela esquerda procurou executar a funçao de armador, mas apesar da enorme participaçao e esforço, nao teve sucesso. Aliàs, nao è essa a funçao que Ronaldinho executa no Barcelona, assim como nao era no Gremio e no PSG. Tambem sem as caracteristicas de um armador tipiuco, Kakà decidiu decidiu a partida num excepcional arremate de fora da àrea e teve algumas outras boa participaçoes, quase sempre muito verticais.
Por sua vez, a Croacia ficou muito na defensiva, mesmo quando ja estava perdendo o jogo. Uma postura questionavel, pois apesar dos inumeros passes errados, deu a nitida impressao que com um pouco mais de pressao poderiam achar o caminho do gol. O quadrado brasileiro que acabou por funcionar melhor foi Lucio-Juan-Emerson-Ze Roberto, que praticamente nao erraram e controlaram bem, ainda que muitas vezes in extremis, as açoes croatas. Preocupante porèm, a quantidade de vezes em que nossos defensores centrais ficaram no mano-a-mano com os dois atacantes croatas, sem nenhum jogador na sobra.

EQUADOR 3 x 0 COSTA RICA

EQUADOR 3 x 0 COSTA RICA

C. Tenorio, A. Delgado, Kaviedes

notas ECU:
6,0 Mora
6,0 De la Cruz
6,5 Ivan Hurtado (6,0 Guagua)
6,0 G. Espinoza
5,5 Reasco
6,0 Edwin Tenorio
6,5 S. Castillo
7,0 Valencia (s.n. Urrutia)
7,0 Mendez
7,0 A. Delgado
6,5 C. Tenorio (6,0 Kaviedes)

notas CRC:
6,0 Porras
4,5 Wallace
4,5 Sequeira
5,0 Marin
5,0 Umana
4,5 Leo Gonzalez (s.n. Hernandez)
5,5 Solis
5,0 Fonseca (5,0 Saborio)
5,0 Centeno (s.n. Bernard)
5,0 Gomez
5,5 Wanchope

Analise: Tranquila vitoria da seleçao que soube impor ou seu proprio ritmo de jogo. Atacantes se movimentando intensamente para oferecer possibilidades de continuidade de jogo aos meias, troca de passes atè o momento certo de arriscar a jogada e constante uso das laterais do campo, especialmente pelos meias Valencia e Mendez e pelo lateral De La Cruz. Segundo tempo morno, com o Equador se resguardando e a Costa Rica completamente sem força. Mesmo assim, os sul-americanos marcam mais dois.

quarta-feira, junho 14, 2006

ALEMANHA 1x0 POLONIA

ALEMANHA 1x0 POLONIA

Neuville

notas GER:
6,0 Lehmann
5,5 Friedrich (7,0 Odonkor)
6,0 Mertesacker
6,5 Metzelder
7,5 Lahm
6,5 Frings
7,0 Schneider
6,5 Ballack
5,5 Schweinsteiger (6,0 Borowski)
5,0 Klose
6,0 Podolski (6,5 Neuville)

notas POL:
6,5 Boruc
5,5 Baszczynski
6,0 Bosacki
7,0 Bak
6,0 Zewlakow (4,0 Dudka)
5,5 Radomski
5,0 Sobolewski
4,0 Krzynowek (5,5 Lewandowski)
4,5 Zurawski
5,5 Jelen (s.n. Brozek)
5,5 Smolarek

Analise: Partida de mao unica, com a Alemanha pressionando do inicio ao fim. Polonia jogando com defesa atrasada, mais compacta com a presença do marcador Radomski ao posto do armador Szymkowiak. No inicio a Polonia conseguiu manter o jogo equilibrado no meio-de-campo, tendo tido algumas oportunidades de contratacar. Mas ao decorrer do primeiro tempo a Alemanha tomou conta da partida e empurrou a Polonia gradualmente para tras. A zaga alema bem postada e atenta teve pouco trabalho, muito em decorrencia da falta de movimentacao sem bola dos atacantes poloneses. Depois, a expulsao de Sobolewski por soma de amarelos deixou a Alemanha com ainda mais posse de bola. Muito bem Klinsmann com suas tres substituiçoes, duas das quais decisivas: 46' do segundo tempo, Odonkor lançado por Schneider vai ao fundo e cruza para a entrada fulminante de Neuville que escora com a sola da chuteira para as redes de Boruc. Merecidissima vitoria alema, que poderia ter vindo antes, nao fossem Boruc, as traves e a noite nada inspirada de Klose.

NOTAS DOS JOGOS - PRIMEIRA RODADA

Técnica /Emoção/Total
Argentina x Costa do Marfim 4 4 8
Alemanha x Costa Rica 3 4 8
Servia x Holanda 4 3 7
T&T x Suécia 3 3 6
Itália x Ghana 3 3 6
EUA x Rep. Tcheca 4 2 6
Tunísia x Arábia Saudita 1 4 5
Polônia x Equador 2 3 5
México x Iran 2 3 5
França x Suíça 3 2 5
Espanha x Ucrânia 3 2 5
Coréia do Sul x Togo 2 3 5
Austrália x Japão 1 3 4
Brasil x Croácia 2 2 4
Inglaterra x Paraguai 2 1 3
Angola x Portugal 1 2 3

BRASIL 1x0 CROACIA

BRASIL 1 x 0 CROACIA

Kakà

Analise: achei o Brasil tao mal que vou rever a partida antes de publicar a analise e as notas

TUNISIA 2 x 2 ARABIA SAUDITA

TUNISIA 2 x 2 ARABIA SAUDITA

Jaziri, Al-Kahtani, Al-Jaber, Jaidi

notas TUN:
6,0 Boumnijel
5,5 Trabelsi
6,5 Jaidi
5,5 Haggui
5,0 Jemmali
5,5 Mnari
5,5 Bouazizi (5,5 Nafti)
5,0 Namouchi
5,0 Chadli (5,5 Godhbane)
7,0 Jaziri
5,0 Chikhaoui (5,0 Essediri)

notas KSA:
6,0 Zaid
4,5 Dokhi
6,0 Tukar
6,0 Al-Montashari
6,0 Sulaimani
4,5 Aziz
4,5 Omar Al-Ghamdi
5,0 Kariri
5,5 Al-Temyat (5,5 Malek Mouad)
6,0 Noor (5,0 Ameen)
6,0 Yasser Al-Kahtani (6,0 Al-Jaber)

Analise: Tunisia bem melhor organizada e com mais qualidade. Um clamoroso penalti sobre Jaziri negado pelo arbitro Shield no inicio do jogo nao impediu a Tunisia de abrir o placar mais adiante, num rebote de bola parada. Contudo, como sempre os maghrebinos mostraram dificuldade em criar situaçoes de gol. Arabia Saudita lenta e abusando dos passes laterais, completamente ineficaz a partir de sua intermediaria.
No segundo tempo, a Arabia Saudita volta muito mais agressiva, verticalizando o jogo e dominando a Tunisia, que passa a errar muito no trabalho de bola e na defesa. Modificaçoes inòcuas de Lemerre e dois gols merecidos para os sauditas. Traidos, porèm, pelo costumeiro temperamento durante a pressao tunisina nos minutos finais: jogada indiuvidual de Jaziri no interiro da àrea e cruzamento para a cabeceada de Jaidi, totalmente esquecido pela defesa saudita.

ESPANHA 4x0 UCRANIA

ESPANHA 4x0 UCRANIA

Xabi Alonso, David Villa (2), Fernando Torres

notas ESP:
5,5 Casillas
7,0 Sergio Ramos
6,0 Pablo Ibanez
7,0 Puyol
5,5 Pernia
6,0 Marcos Senna
7,5 Xavi
6,5 Xabi Alonso (6,0 Albelda)
6,5 Luis Garcia (s.n. Fabregas)
6,0 David Villa (6,0 Raul)
6,5 Fernando Torres

notas UKR:
6,0 Shovkovskyi
5,0 Yezerskyi
5,0 Rusol
4,5 Vashchuk
4,5 Nesmaschnyi
4,5 Gusev (5,0 Vorobey)
5,5 Tymoschuk
4,5 Gusin (5,0 Shelayev)
4,5 Rotan (5,0 Rebrov)
4,5 Shevchenko
5,5 Voronin

Analise: apesar de toda a empolgaçao de quem possa ter visto uma Espanha irresistivel, a inesperada goleada foi mais obra dos defeitos ucranianos do que das virtudes espanholas. A Espanha tomou as redeas do jogo e praticou um futebol de bola no chao, toques rapidos, muito movimentaçao e ataque pelas duas laterais. Foi beneficiada por uma Ucrania parada e muito confusa na defesa e sò abriu o marcador em duas jogadas de bola parada: uma falha imperdoavel da defesa em cobrança de escanteio no primeiro pau e uma cobrança de falta desviada pela barreira. No inicio do segundo tempo, o penalti em arrancada de Fernando Torres e expulsao de um zagueiro condenaram a Ucrania à uma goleada implacavel. Mas mesmo sem baixar seu ritmo, a Espanha sò conseguiu marcar mais uma vez.

Analise do grupo H: ARABIA SAUDITA

ARABIA SAUDITA

As caracteristicas do futebol àrabe, mas em especial do saudita, sao jogadores de boa tecnica no drible e no passe, mas de estatura pequena, pouca "pegada" e nenhuma vibraçao. Isso faz com que se classifiquem com folga para as Copas do Mundo, mas ao memso tempo justifica seus pessimos desempenhos nos mundiais. Meia exceçao feita ao de estreia (1994), quando uma supreendente vitoria sobre uma Belgica ja classificada lhes permitu passar às oitavas.
A selecao convocada por Marcos Paquetà è um misto de jogadores dos dois principais clubes do momento. No sistema defensivo apenas o lateral-esquerdo nao joga no Al-Ittihad, os dois atacantes fazem dupla no Al-Hilal, clube ao qual tambem pertencem ao menos dois dois meio-campistas que poderao formar o time titular. Mas, apesar do entrosamento do clube, e de ter sofrido apenas dois gols nas eliminatorias, a defesa saudita nao tem condiçoes de resistir nem a atacantes de força fisica, nem a jogadas de velocidade. Alem disso, contra europeus e sul-americanos, seus atacantes sao quase sempre inofensivos.

Esquema tàtico: 4-4-2, com quadrado no meio de campo.

Jogadores a observar: NOOR, meia de muita movimentaçao e AL MONTASHARI, talentoso beque central. Tambem podem causar boa impressao os articuladores AL SHLHOUB e AL-TEMYAT, ambos de tècnica refinada.

Chances: assim como a Tunisia, so passam de fase se Espanha ou Ucrania forem um desastre. Mesmo nesta condiçao, a Tunisia està em vantagem.

Analise do grupo H: TUNISIA

TUNISIA

O grupo mescla jogadores com experiencia em copa do mundo e jovens revelaçoes, tem no banco um treinador vitorioso no Euro 2000 no curriculo (pela França) e na Copa da Africa de 2002 (disputada na propria Tunisia) e chega a copa apos ter batido, nas eliminatorias, o tradicional Marrocos e a boa seleçao da Guinè. Contudo, a Tunisia nao està entre as principais forças do continente africano no momento. O futebol praticado nao è ruim, mas è insuficiente em todos os aspectos: fisico, tecnico, tatico e anìmico. A defesa falha muito sob pressao, a meia-cancha em losango nao funciona ofensivamente e os gols dependem basicamente do oportunismo do brasileiro Francileudo dos Santos ou de alguma jogada em bola parada.

Esquema tatico: 4-4-2, com tres jogadores que marcam e apoiam e um articulador atras dos dois atacantes. Mas o esquema nao funciona porque justamente para a posiçao do "play-maker" è que a Tunisia mais carece de qualidade.

Jogadores a observar: o jovem zagueiro HAGGUI, o lateral direito TRABELSI, do Ajax, que marca e apoia bem e o meia CHADLI, cujo futebol apresenta muita quantidade e alguma qualidade. No ataque destaca-se a velocidade de JAZIRI e a perspicaz movimentaçao do brasileiro FRANCILEUDO DOS SANTOS, sempre pronto a decidir uma partida com um gol de grande oportunismo.

Chances: deve ganhar da Arabia Saudita e...mais nada. A menos que Espanha ou Ucrania tenham um dia em que nada de certo.

FRANçA 0 x 0 SUIçA

FRANçA 0 x 0 SUIçA

notas FRA
6,0 Barthez
6,0 Sagnol
6,0 Thuram
5,5 Gallas
6,5 Abidal
6,5 Makelele
5,5 Vieira
7,0 Zidane
5,5 Wiltord (s.n. Dhorasoo)
5,5 Ribery (5,0 Saha)
5,5 Henry

notas SUI:
5,5 Zuberbuhler
6,0 Philipp Degen
6,0 Mueller (6,0 Djourou)
6,5 Senderos
6,0 Magnin
6,0 Vogel
6,0 Wicky (s.n. Margairaz)
5,5 Cabanas
5,5 Barnetta
4,5 Streller (6,0 Gygax)
4,5 Frei

Analise: apesar do 0x0, nao foi um jogo ruim. No estilo "jogo de xadrez", o primeiro tempo de desenvolveu com total iniciativa francesa em fazer o jogo. Sem Trezeguet, Henry pode se movimentar como no Arsenal, com Wiltord e Ribery tentando criar jogadas pelos lados e com Zidane mostrando que ainda pode ser o maestro do time. Contudo, o posicionamento e a movimentacao defensiva do time suiço foi praticamente perfeita. Jogadores muito atentos em fecharem os espaços e quase sempre marcaçao dupla sobre o jogador da bola. O bom trabalho de bola suiço contrubuiu muito para reduzir a pressao francesa. Por outro lado, ofensivamente o time praticamente inexistiu. No segundo tempo a França teve menos volume de jogo e a Suiça conseguiu achar o caminho para alguns contrataques. Gygax, por exemplo, de cabeça, perdeu um gol incrivel cara a cara com Barthez.

Grupo H: PALPITAO

Espanha 1x2 Ucrânia
Tunísia 2x1 Arábia Saudita
Ucrânia 3x1 Arábia Saudita
Espanha 2x1 Tunísia
Espanha 4x0 Arábia Saudita
Ucrânia 2x0 Tunísia

Analise do Grupo G: UCRANIA

UCRANIA

Uma òtima campanha nas eliminatorias, vencendo antecipadamente um grupo com outras selecoes de porte medio como Dinamarca, Grecia e Turquia, tem conferido aos ucranianos um certo favoritismo, avalisado pela preseça do craque Shevchenko. O ex-Bola de Ouro Blokhin armou uma equipe taticamente dùtil, coesa e que baseia seu joga na força fisica, caracteristica marcante do futebol local. Mas, se Sheva nao estiver inspirado ou mal fisicamente (visto que passou as ultimas semanas no estaleiro), o fraco potencial tecnico farà com que a Ucrania nao passe de um mero figurante no mundial.

Esquema-tatico: normalmente um 4-4-2, com meia-cancha em linha.

Jogadores a obserar: alem de SHEVCHENKO, seu companheiro de ataque VORONIN e o externo direito HUSYEV.

Chances: mesmo sem Shevchenlo em boas condicoes, passa pela primeira fase. Depois, sua sorte dependerà de uma defesa que minimize suas limitacoes tecnicas e de velocidade com um bom entrosamento e, sobrfetudo, da estrela de Sheva.

Analise do Grupo H: ESPANHA

ESPANHA

O filme da Furia Espanhola na Copa de 2006 provavalmente terà o mesmo roteiro de sempre: muita expectativa, futebol pouco convincente e eliminaçao nas oitavas ou quartas. Os atores deste ano pertecem, na maioria, à nova geraçao do futebol iberico e prometem mais do que os das copas anteriores. Contudo, nao se pode esperar que Reyes, Luis Garcia, Xabi Alonso, Iniesta, Fabregas ou Villa venham a concorrer à Bola de Ouro um dia. Algumas ausencias causaram supresas na convocoçao de Luis Aragones. Em tese, Morientes realmente poderia fazer falta, pois nao ha outro atacante com sua estatura fisica e potencial tecnico na Espanha. Porèm, Morientes jamais confirmou integralmente as expectativas. A Espanha promete um futebol de boa tècnica, rapido, leve do meio para frente e muito aguerrido do meio para tras. Os laterais sao fracos no apoio e comuns na marcaçao. E, como a meia-cancha è leve e com tendencia ofensiva, a a dupla de centrais fica muito exposta e costuma jogar no mano-a-mano.
Pode ser vejamos boas jogadas, pois o nivel tecnico realmente nao è nada desprezivel. Dificil serà ver a Furia ter força suficiente para garantir um sistema defensivo solido e qualidade para transformar a tecnica de seus meias em gols, um dos problemas cronicos dessa equipe.

Esquema tatico: 4-2-3-1 que pode ser um 4-3-3 se atacantes forem posicionados como externos da linha de 3.

Jogadores a observar: o centroavante DAVID VILLA è a nova promessa do futebol espanhol, tendo tido uma otima temporada no Valencia. Mas, ao que tudo indica, cederà espaço a Fernado Torres e Raul. INIESTA e CESC FABREGAS despontam como bons meio-campistas multifuncionais, mas igualmente nao tem vaga garantida entre os titulares. Atencao tambem ao externo direito JOAQUIM. Mas, de todos os espanhois, o que mais de destacou nso ultimos anos foi LUIS GARCIA, um dos baluartes do Liverpool campeao europeu em 2005.

Chances: Passa pela primeira fase, depois pega França ou Suiça e terà muita dificuldade. Especialmente contra o fechado time suiço.

terça-feira, junho 13, 2006

COREIA DO SUL 2x1 TOGO

COREIA DO SUL 2 x 1 TOGO

Kader, Lee Chun-Soo, Ahn Jung-Hwan

notas KOR
6,0 Lee Won-Jae
5,0 Kim Jin-Kyu (7,5 Ahn Jung-Hwang)
4,0 Kim Young-Cheul
4,0 Choi Jin-Cheul
5,5 Song Chong-Gug
5,5 Lee Ho
5,0 Lee Eul-Yong (6,5 Kim Nam Il)
5,5 Lee Young-Pyo
6,5 Park Ji-Sung
5,0 Cho Jae-Jin
6,5 Lee Chun-Soo

notas TOG:
5,0 Agassa
6,5 Tchangai
5,0 Abalo (R)
6,5 Nibombe
5,5 Assemoassa (5,5 Forson)
5,5 Romao
5,0 Cherif-Toure Maman
5,0 Junior Senaya (5,0 Assimiou Toure)
4,5 Adebayor
6,0 Salifou
6,5 C. Kader Toure

Analise: Mesmo com Adebayor pouco presente no jogo, Togo soube aproveitar muito bem a pèssima atuaçao coreana, muito mal posicionada na defesa e surpreendemente priva de velocidade no ataque. No segundo tempo, a Coreia veio com mais vontade, mais organizaçao e readquiriu parte da movimentacao agil e rapida que a caracterizou na ultima Copa. O lance que decidiu os rumos do jogo veio quando Abalo derrubou Park Ji-Sung que arrancava espetacularmente em direçao à meta togolesa. Falta, expulsao e gol. Depois da entrada de Kim Nan-Il, outro veterano de 2002 deixado inexplicavelmente no banco, a Coreia melhorou ainda mais e, mesmo com a defesa ainda vazando de forma primària, conseguiu virar a partida com um belo gol do predestinado Ahn. Para quem nao se lembra, Ahn fez o gol da vitoria ao entrar em duas partidas na Copa de 2002, uma delas contra a Italia. Primeiro tempo para um, segundo tempo para outro. No balanço final, venceu o time mais tecnico, ràpido e experiente, apesar de uma defesa totalmente confusa.

segunda-feira, junho 12, 2006

Grupo G: PALPITAO

Coréia do Sul 1x0 Togo
França 1x1 Suíça
França 2x0 Coréia do Sul
Suíça 1x0 Togo
França 4x1 Togo
Suíça 1x1 Coréia do Sul

passam: França e Suiça

Analise do Grupo G: COREIA DO SUL

COREIA DO SUL

Jà nao envergam mais a camiseta coreana , o eterno libero de 4 copas do mundo, Hong Myung-o Bo, nem o otimo volante Yoo Sang-Chul, alem de outros jogadores da mesma geraçao. No banco de reservas nao se ve mais o magico Guus Hiddink a comandar a equipe. Nao se verà, na Alemanha, aquele mar vermelho nas arquibancadas que com uma empolgacao nunca vista em copas gritava assustadoramente "teeeeeraamiiiiingo" (ou algo assim). E, provavelmente, nao havera tambem uma arbitragem amiga para facilitar o trabalho. Nem mesmo o melhor atancante do momento, Lee Dong-Gook, machucado, estarà. Vista a pessima campanha na ultima Copa da Asia e o pouco empolgante futebol mostrado nas eliminatorias (duas derrotas para a Arabia Saudita, o unico adversario de melhor nivel), nada indica que a Coreia do Sul possa voltar a surpreender.

Esquema tàtico: normalmente 3-4-3, que tanto agrada aos holandeses Hiddink e Advocaat, respectivamente ex e atual comandantes dos coreianos.

Jogadores a observar: PARK JI-SUNG, ex PSV, hoje no Manchester United. Rapido, habilidoso, inteligente, pode ser externo de meio-campo, segundo atacante ou ate mesmo articulador. Um jogador de classe europeia.

Chances: se estiver no maximo da forma fisica e tecnica, poderà brigar com a Suiça pela segunda vaga, considerando-se que a França nao decepcione. Mas hoje a Suiça parece ter mais condicoes para isso. De todo modo, nenhuma das duas avançaria às quartas.

Analise do grupo G: TOGO

TOGO

Mais uma seleçao africana que se classficou mais em funçao de uma boa dose de sorte e da mà fase dos adversarios (Senegal, Mali e Zambia) do que por suas proprias forças. Na ultima Copa da Africa, o craque nacional Adebayor brigou com o treinador nigeriano Stephen Keshi, ate entao considerado heroi pela inedita e inesperada vaga obtida para a Copa do Mundo. Com tres jogos muito ruins, Togo caiu na primeira fase e Keshi demitido em seguida. Assumiu o alemao Otto Pfister que, as vesperas da Copa, abandona a concentracao e deixa o comando nas maos do auxiliar. Uma grande bagunça. Em campo, o time nao chega a ser tao bagunçado, mas individualmente sò o complicado Adebayor pode ser qualificado como jogador em nivel internacional. A defesa è fraca, o meio corre muito mas constròi pouco e Adebayor nao tem boa companhia na frente.

Esquema tàtico: costuma ser um 4-4-2, mas à possivel que escalem um meia a mais e deixem Adebayor brigando sozinho na frente.

Jogadores a observar: ADEBAYOR, atacante alto, mas de muita movimentacao e alguma tenica, que fez o nome no Monaco e ha 6 meses enverga a divisa do Arsenal. Alem dele, apenas JUNIOR SENAYA e CHERIF TOURE MAMAM, externos de meio-campo, demonstram alguma intimidade com a bola.

Chances: nenhuma. A menos que façam um jogo magico como ocorreu com Trinidad & Tobago contra a Suecia, o mais provavel sao tres derrotas ou, no maximo, um bom resultado com a Coreia do Sul. Mesmo assim, para fazer um gol dependerao de um bom momento de Adebayor.

ITALIA 2x0 GHANA

ITALIA 2 x 0 GHANA

Pirlo, Iaquinta

notas ITA:
6,5 Buffon
6,5 Zaccardo
7,0 Nesta
6,0 Cannavaro
5,5 Grosso
7,0 Perrotta
7,5 Pirlo
6,0 De Rossi
6,0 Totti (6,0 Camoranese)
6,0 Gilardino (6,0 Iaquinta)
7,0 Toni (s.n. Del Piero)

notas GHA
5,5 Kingston
5,5 Pantsill
5,5 Kuffour
5,5 Mensah
4,5 Pappoe (5,0 Shilla)
5,0 Eric Addo
5,5 Appiah
6,7 Essien
5,0 Muntari
4,5 Asamoah Gyan (s.n. Tachie-Mensah)
4,5 Amoah (5,0 Pimpong)

Analise: Ghana bem diferente do que apresentou na Copa da Africa, com defesa mais avançada e melhor trabalho de bola no meio, setor que nao contava com Addo, Essien e Muntari em janeiro. Levou perigo em um par de chutes de longe e em algumas jogadas velozes em espaços supreendentemente concedidos pelo sistema defensivo italiano. Faltou um pouco de proteçao à frente da àrea e sobretudo pelo setor esquerdo, onde Grosso nao faz boa partida e De Rossi teve problemas em cobri-lo. Contudo, do meio para a frente a Italia fez uma partida quase perfeita, com toques muito rapidos e bastante objetivos, alem de bons lançamentos de Pirlo e Totti para os atacantes, que quase sempre criaram serios problemas para Kuffour e Mensah. Pirlo, aliàs, foi uma das chaves do jogo, nao so pelo golaço, mas principalmente porque nao rifou bola nem atrasou o jogo com aqueles irritantes e insistentes lançamentos lentos em "colherada". Foi tudo aquilo que se espera de um armador recuado, inclusive nas roubadas de bola.
No segundo tempo, especialmente apos a saida de Totti aos 10', a Azzurra desistiu da iniciativa do jogo e deixou Ghana se aproximar. Mesmo assim, as melhores oportunidade de marcar foram italianas, em que pese dois penaltis nao marcados por Carlos Simon sobre Asamoah.

PS: Gattuso, machucado, nao jogou. Isso talvez explique o bom futebol da meia-cancha italiana.

USA 0 x 3 REP. TCHECA


USA 0 x 3 REP. TCHECA

Koller, Rosicky (2)

notas USA:
5,5 Keller
4,0 Cherundolo (6,0 Johnsons)
5,5 Pope
5,0 Onyewu
5,0 Lewis
4,5 Mastroeni (6,0 O'Brien)
5,0 Beasley
6,5 Reyna
4,5 Convey
4,5 Donovan
4,5 McBride (s.n. Wolff)

notas TCH:
6,0 Cech
7,0 Grygera
6,5 Rozenhal
6,0 Ujfalusi
6,0 Jankulowski
6,0 Galasek
6,0 Poborsky (s.n. Polak)
8,0 Rosicky (s.n. Stajner)
8,0 Nedved
6,5 Plasil
7,0 Koller (5,0 Lokvenc)

Analise: Primeiro tempo relativamente tranquilo para os tchecos, que tiveram sua tarefa facilitada pela bela cabeceada de Koller aos 5'. Por nao poder contar com o contundido Baros, Bruckner desenhou um 4-1-4-1, com Plasil como externo esquerdo, Nedved jogando solto e Jankulowski fixo na lateral-esquerda . Esta formaçao deu ao time uma solidez defensiva nao vista no Euro 2002. Os EUA cadenciaram o jogo, tocaram a bola, tentaram o ataque pelos lados e o chuveirinho em McBride. Mas com um Donovan apagado e pouco movediço, a unica boa chance foi um belo chute na trave desferido por Reyna. Segundo tempo mais lento, USA um pouco mais objetivo no ataque com Johnson e no meio com O'Brien. A grande apresentaçao dos tchecos sò nao empolga mais os seus fas porque o gigante Koller, peça fundamental do equema de Bruckner, sofreu um estiramento e talvez esteja fora do mundial.

Analise do Grupo G: SUICA

SUICA

O futebol suiço no ultimo Euro foi bastante limitado, sob todos os aspectos. Mas, apesar de nao terem grande tradicao na revelacao de jogadores, o tecnico "Kobi" Kuhn conseguiu melhorar substancialmente seu time em funçao de uma razoavel geracao de novos jogadores surgidos ou amadurecidos nos ultimos 2 anos. A Suiça ainda tem no volante Vogel seu principal nome. Cabanas e Wicky sao jogadores que passam bem a bola e os laterais apoiam bastante. A zaga è um tanto lenta, mas de qualidade tecnica nada desprezivel.
Mas se o nivel do futebol suiço è suficientemente bom para se proteger, trabalhar a posse de bola e explorar as laterais do campo, para fazer gols ainda è muito deficiente. Frei, Gygax, Streller nao estao muito abaixo do nivel de seus companheiros de meia-cancha, mas daì a conseguirem resolver um jogo hà uma grande distancia. A renovacao suiça aparece com o zagueirao do Arsenal, Senderos, o lateral Philipp Degen e o meia Barnetta, alem das opçoes que o banco oferece para renovar o folego durante as partidas e, quem sabe, rejuvenescer a equipe ao longo da competicao: Djourou, Dzemaili, Mairgaraz e Behrami.

Esquema tatico: 4-4-2, meio campo em losango ou em linha conforme a necessidade.

Jogadores a observar: apesar de normalmente ser banco, o bosnio-kosovar BEHRAMI, da Lazio, è um vigoroso jogador de flanco que chama a atençao sempre que joga.

Chances: a menos que a Coreia do Sul repita as magicas atuacoes da ultima Copa ao inves do apagado futebol que vem jogando desde entao, os suiços passam pela fase de grupos. Como nas oitavas teriam pela frente Espanha ou Ucrania, ou seja, nenhum bicho-papo, nao seria surpreendente ver a Suiça chegando atè as quartas.

Analise do Grupo G: FRANCA

FRANCA

Uma equipe experiente, mas envelhecida. Um grupo que enfrentarà o fantasma da vexatoria campanha de 2002, quando eram favoritos e sequer marcaram um gol. A complicada classificaçao à Copa da Alemanha certamente nao ajuda a melhora a imagem dos Bleus. Zidane ainda està em condiçoes de reconduzir a França aos niveis mais altos do futebol mundial ? Henry finalmente conseguirà repetir na selecao o espetacular futebol que lhe faz a principal estrela do futebol ingles ha tanto tempo ? Trezeguet conseguirà repetir a otima media de gols da ultima temporada na Juve ? Os experientesMakelele, Vieira e Thuram darao a solidez necessaria ao sistema defensivo ? O quanto de culpa tem o treinador Domenech na incapacidade deste elenco consagrado funcionar como uma equipe de respeito ? Sinceramente, nao hà muito o que falar da França, mas sim muito a esperar. Nem que seja a espera por uma nova geraçao.

Esquema tàtico: 4-5-1, com meio em trapezio (Viera-Makelele à frente da defesa, Henry-Zidane-Malouda logo atras do centroavante Trezeguet)

Jogadores a observar: todos sao muito conhecidos, ZIDANE dà as cartas, mas è de HENRY que se espera a decisao das partidas.

Chances: passa tranquilamente pela fase de grupos, embora deva ter dificuldades no jogo contra a Suiça. Nao serà surpreendida pelo Togo, equipe em crise e muitissimo inferior ao Senegal de 2002. Nas oitavas pegarà Espanha ou Ucrania e se o rendimento continuar sendo o dos ultimos anos, ja pode ficar pelo caminho. Mas nao descarto, pela qualidade tecnica de seus jogadores, uma vaga nas semifinais.

AUSTRALIA 3x1 JAPAO

AUSTRALIA 3 x 1 JAPAO

Nakamura, Cahill (2), Aloisi

notas AUS:
5,5 Schwarzer
5,5 Moore (6,0 Kennedy)
6,0 Neill
5,5 Chipperfield
4,5 Wilkishire (6,5 Aloisi)
5,0 Emerton
6,0 Grella
6,0 Bresciano (7,0 Cahill)
5,0 Culina
6,0 Viduka
5,5 Kewell

notas JPN:
5,5 Kawaguchi
5,5 Tsuboi (4,0 Moniwa (s.n. Oguro))
5,5 Miyamoto
5,5 Nakazawa
6,0 Komano
5,5 Fukunishi
5,5 Nakata
5,0 Alex
5,5 Nakamura
5,0 Takahara
4,5 Yanagisawa (s.n. Ono)

Analise: Com uma escalaçao surpreendente (Emerton e Bresciano internos, Wilkishire externo direito, Culina externo esquerdo, Kewell atacante, Chipperfield stopper), a Australia começa ditando o ritmo do jogo. Japao joga com baricentro muito baixo, para proteger sua defesa pouco veloz. Australia cria algumas boas chances, mas sofre contrataques sobre sua defesa em tarde de muita confusao no posicionamento. Um gol absolutamente ocasional e irregular dà ao Japao a vantagem imerecida.
No segundo tempo a Australia dava visiveis sinais de cansaço, mas nao desistia de atacar. Hiddink colocou em campo Cahill (que voltava de lesao) e dois centroavantes e atrsando Emerton para auxiliar Neill - unico zagueiro nato - e Chipperfield na defesa. Mesmo atacando de forma atabalhoada e muito mais na briga do que na tècnica, a Australia conseguiu aproveitar a incapacidade fisica e tecnica da defesa japone e, em 8 minutos, virou o jogo. Contou com a ajuda da sorte quando Tsuboi saiu machucado e quando o arbitro nao assinalou flagrante penalti sobre Komano, os Socerros mereceram a vitoria pela personalidade e pela mao magica de Hiddink.

domingo, junho 11, 2006

Analise do Grupo F: BRASIL

BRASIL

Nao preciso falar nada, todo mundo conhece.

Esquema tatico: 2-2-4 (Cafu è ex, Bob Carlos sempre foi um a menos; Kaka e Firulinho Gaucho sao atacantes)

Jogadores a observar: ZE ROBERTO, que todos querem tirar do time mas è fundamental para dar o ritmo certo ao jogo, alem de nao se ausentar da partida quando ela fica desfavoravel. ROBERTO CARLOS, pra tentar entender como alguem consegue enganar o mundo inteiro o tempo todo, desmentindo o velho ditado.

Chances: se a preparacao na Suiça e em Konigstein estiver sendo boa (nao è o que parece), ninguem ganha do Brasil. Nao sinto a mesma confiança que eu tinha em 1994, mas nao hà nenhuma outra selecao jogando um futebol de altissimo nivel.

Grupo F: PALPITAO

Austrália 1x1 Japão
Brasil 2x1 Croácia
Croácia 2x1 Japão
Brasil 1x1 Austrália
Brasil 3x1 Japão
Croácia 1x2 Austrália

Analise do Grupo F: CROACIA

CROACIA:

Depois daquele excelente terceiro lugar em 1998, onde de quebra faturou tambem o trofeu de artilheiro da Copa (Suker), a Croacia nunca mais correspondeu às expectativas. No ultimo Euro fizeram apresentacoes muito fracas. Se a fotografia do time è praticamente a mesma, as duas principais mudanças podem ser decisivas para o retorno da Croacia ao sucesso: a familia Kranjcar (le-se crànitsar), pai treinador, filho destaque tecnico do time. Sao considerados os protagonistas de uma òtima campanha nas eliminatorias, quando bateram por duas vezes o bom time sueco. Os tres zagueiros sao muito experientes e confiàveis, mas indivudualmente sao vulneraveis em velocidade. Tres dos 4 meio-campistas sao tambem muito experientes, mas pode faltar folego ao conjunto, principalmente se o verao aparecer na Alemanha. Na frente, o "fantasista", como dizem aqui na Italia, Niko Kranjcar tem liberdade para armar o jogo e trabalhar com os atacantes Prso e Klasnic. Dois que ja provaram saber fazer gols, mas que pecam por falta de continuidade.

Esquema-tatico: 3-4-1-2

Jogadores a observar: Niko KRANJCAR è tido como a grande expressao tecnica e maior revelacao da ultima geracao croata.

Chances: em tese seria favorita para passar como segunda da chave, mas o desempenho sofrivel em varios amistosos, a media de idade muito alta do sistema defensivo, uma certa inconsistencia tradicional do futebol croata e um virus que deixou de molho oito jogadores na semana passada, a colocam em pe de igualdade com a Australia e um pouco a frente do Japao. Mas nao deve ir alem das oitavas.

Analise do Grupo F: JAPAO

JAPAO

Zico transformou bastante o estilo de joga da selecao japonesa em relacao aquilo que se viu na ultima Copa. Aquela equipe era bastante defensiva, vigorosa e ate memso um tanto violenta na marcaçao. Pecava por nao atacar mesmo quando as oportunidades se ofereciam. Hoje o time joga mais solto, com Nakamura e Nakata desempenhando a armaçao das jogadas com muita categoria e precisao nos passes. A defesa, mesmo nao jogando mais em linha de 4, ainda è um pouco vulneravel no jogo aèreo e quando se tenta superà-la com infiltracoes pelo meio, em tabelamento. Mas o problema maior continua o mesmo de 2002. A falta de atacantes capazes de aproveitar o volume de jogo criado pelo resto do time.

Esquema tatico: 3-4-1-2, com Nakamura como "play-maker".

Jogadores a observar: o elegante NAKATA, o preciso NAKAMURA, o rapido lateral direito KAJI (mas que se machucou recentemente e nao estrearà) e o libero MYAMOTO. Se fosse mais constante e jogasse como titular, o melhor de todos seria INAMOTO.

Chances: a defesa fragil e o ataque inconclusivo deixam o Japao como o menos provavel dos classficados em seu grupo. Contudo, fizeram uma boa preparacao e ainda tem em Nakata e Nakamura duas possibilidade de decidir um jogo complicado num lance genial.

Analise do Grupo F: AUSTRALIA

AUSTRALIA

Ao contrario da ultima participacao de um representante da Oceania em copas - Nova Zelandia, 1982 - os "Socceroos" nao estao na Alemanha para regressar com 3 derrotas. Atè porque, para a Australia retornam apenas dois reservas. Todos os demais jogam na europa, principalmente na Inglaterra. Isso lhes confere um estilo europeu de jogar, muito bem arrumado por um dos melhores treinadores em atividade na ultima decada, Guus Hiddink. A Australia està muito longe de ser uma equipe brilhante, mas defende-se bem, toca muito a bola no meio-campo quando lhe convem, mas tambem sabe usar e abusar da bola longa para Viduka ou Aloisi no comando do ataque.

Esquema tàtico: Hiddink usa do 3-5-1 ao 4-3-2-1 dependendo da situacao.

Jogadores a observar: nenhum faz o estilo que agrade a jornalista brasileiro, mas meias ofensivos KEWELL e CAHILL sao muito bem cotados na Inglaterra.

Chances: a disputa (teorica) pela a segunda vaga do grupo contra Japao e Croacia deverà ser equilibrada e pouco previsivel. Contudo, das tres, a Australia è a que eu vejo em melhor momento, embora seja a menos talentosa. Mas è dificil imaginar algo mais alem das oitavas.

Grupo E: PALPITAO

EUA 2x2 R. Tcheca
Itália 1x0 Gana
Gana 1x3 R. Tcheca
Itália 2x1 EUA
Itália 2x2 R. Tcheca
Gana 1x1 EUA

Analise do Grupo E: REPUBLICA TCHECA

REPUBLICA TCHECA

Para tristeza dos fas do futebol ofensivo e tecnico da Rep. Tcheca, entre os quais eu me incluo, serà muito dificil ver a mesma qualidade que encantou a todos no Euro 2004. Nedved, o craque do time, passou a temporada 2005-2006 dando sinais de que a aposentadoria urge. Poborsky, cada vez mais brigao, teve um ano apagado. A torre Koller, artilheiro e peça fundamental do esquema, passou o ano na enfermaria e era dùvida para a Copa. Galasek nao tem mais o mesmo folego para passar o jogo todo cobrindo os buracos do setor defensivo e Jankulovsky esquentou o banco do Milan durante toda temporada. Pra completar, Smicer foi cortado por contusao e Baros perde pelo menos o primeiro jogo pelo mesmo motivo. De todo modo, è um time com muita personalidade e que nao desiste nunca de atacar, ganhando ou perdendo.

Esquema tàtico: 4-4-2, mas na pratica o lateral esquerdo Jankulovsky se junta ao meio campo e o lateral direito Grygera avança muito pouco, transformado a equipe num 3-5-2. Poborsky faz um ala muito agudo pela direira e Nedved joga solto. Todas as açoes ofensivas passam por Koller que tanto com a cabeça quanto com os pès procura escorar cruzamentos, baloes e passes curtos para os rapidos jogadores que se infiltram desde a intermediària.

Jogadores a observar: NEDVED, POBORSKY, KOLLER, BAROS, JANKULOVSKY, ROSICKY. Do meio para a frente, todos sao muito tecnicos e importantes. Mas talvez seja o ano de ROSICKY (leia-se rozìtski) tomar o lugar de Nedved como principal jogador do paìs.

Chances: pelo estilo tecnico e muito ofensivo, mas tambem pelos problemas discutidos acima, pode tanto morrer na primeira fase como chegar numa semifinal. Se chegar em segundo, pega o Brasil (confirmado o primeiro lugar no grupo) e com certeza veremos um jogao de bola. Mas com vitoria brasileira.

ANGOLA 0 x 1 PORTUGAL

ANGOLA 0 x 1 PORTUGAL

Pauleta

notas ANG:
6,0 Joao Ricardo
4,5 Loco
5,5 Jamba
5,5 Kali
5,0 Delgado
5,5 Andre
5,0 Figueiredo (s.n. Miloy)
4,5 Ze Kalanga (5,0 Edson)
4,5 Mateus
5,0 Mendonça
5,0 Akwa (5,0 Mantorras)

notas POR:
6,0 Ricardo
5,5 Miguel
4,5 Fernando Meira
6,0 Ricardo Carvalho
5,0 Nuno Valente
5,5 Petit (s.n. Maniche)
5,5 Tiago (s.n. Hugo Viana)
6,0 Cristiano Ronaldo (5,5 Costinha)
7,0 Figo
5,5 Simao
6,0 Pauleta

Analise: Portugal marcou logo de inicio e continuo pressionando o fragil time angolano. Diante de um adversario tao fraco, os portugueses perderam muito da concetraçao e do impeto mostrado nos primeiros 15 minutos. Mesmo assim, Angola nao conseguiu criar nada alem de 4 ou5 arremates de longa distancia, apenas um perigoso. No segundo tempo, ainda mais relaxado, Portugal baixou de vez o ritmo do seu jogo e, quando começou a demonstrar cansaço, sò nao foi surpreendido porque os Palancas Negras, realmente, sao serios candidatos a pior equipe da copa. As intensas vaias do estadio pouparam apenas Figo, de longe o melhor em campo.

Analise do Grupo E: ESTADOS UNIDOS

ESTADOS UNIDOS

Hà muito tempo que nao se pode mais chamar o futebol dos norte-americanos de incipiente, inocente ou primàrio. Seu futebol tem um estilo muito proprio, especialmente quando se trata de Copa do Mundo. Uma vez que o futebol nos EUA nao tem tradicao clubistica, a selecao è gerenciada de forma semelhante as selecoes de voleibol: muitas partidas no ano, longos periodos de preparacao, maciça aplicacao de ciencia esportiva nao apenas na parte fisica. Juntando-se a isso a experiencia de alguns jogadores que atuam na europa, o resultado è sempre uma equipe rapida, bem entrosada, com um largo repertorio de jogadas ensaiadas e nenhum temor em enfrentar as seleçoes tradicionais. Fazem o seu jogo, sempre. E, guardadas as proporcoes tecnicas, talvez pratiquem o futebol mais puro do mundo.

Esquema tàtico: Bruce Arena joga sempre no 4-4-2. Primeira linha forte na marcaçao mas com laterais que apoiam bastante, ainda que nao da forma aguda praticada no Brasil. Meio campo em losango, com centromedio e articulador classicos nos vertices e dois meias que viram ponteiros nos lados. Na frente, o veterano cabeceador McBride è o centroavante tipico, assessorado por um atacante de movimentacao.

Jogadores a observar: DONOVAN continua sendo o homem mais perigoso do time, podendo jogar como segundo atacante, externo direito ou como "play-maker" no lugar de REYNA, o outro destaque tecnico do elenco.

Chances: nao acredito que joguem tao bem como a 4 anos atràs, nem que cheguem tao longe, mas passar para a segunda fase, desclassificando Italia ou Rep. Tcheca, nao seria algo surpreendente.

Analise do Grupo E: GHANA

GHANA

Se praticar o mesmo futebol mostrado na Copa da Africa, Ghana volta para casa com tres derrotas. O que se viu foi um time de tecnica abaixo da media africana, mas muito fisico, fechado, tentando a sorte nos contrataques. Na partida em que precisaram atacar para garantir a classificaçao, conseguiram perder para a fraca Zambia. E' verdade que Essien e Muntari, pilares do meio campo, assim como Asamoah Gyan, o principal velocista no ataque, estavam contudidos e fizeram muita falta. Sao jogadores que, seguramente, darao maior qualidade tecnica e consistencia de jogo aos Black Stars.
A baixa estatura do beque Mensah e a pobreza tècnica dos laterais Pappoe e Paintsill sao as fraquezas do sistema defensivo. Por isso, ghana sò terà chances de fazer boa figura se o seu setor mais forte, a meia-cancha, tiver muito sucesso em fechar os espaços à frente da linha de zagueiros e armar os contragolpes.

Esquema tàtico: 4-4-2, provavelmente com um losango no meia-cancha

Jogadores a observar: o atacante AMOAH, do Borussia Dortmund e os meias APPIAH e MUNTARI, ambos com experiencia na Serie A italiana, sao jogadores de certa qualidade, mas è no onipresente meia ESSIEN, a transaçao mais cara do ultimo verao europeu, (do Lyon para o Chelsea) em que se depositam as esperanças ganesas.

Chances: no segundo grupo mais forte do mundial, Ghana precisarà, em tese, de 4 pontos ou 3 pontos e um bom saldo de gols para se classificar. Ou seja, precisa de ao menos uma vitoria e um empate em jogos contra tres equipes muito superiores. E' o azarao da turma.

MEXICO 3 x 1 IRA

MEXICO 3 x 1 IRA

Bravo, Golmohammadi, Bravo, Zinha

notas MEX:

5,0 Sanchez
7,0 Rafa Marquez
6,0 Osorio
5,5 Salcido
5,0 M. Mendez
5,5 Pardo
5,5 Torrado (4,5 L. Perez)
4,5 Pineda
6,0 Bravo
5,0 Borgetti (5,0 Fonseca)
5,0 Franco (6,5 Zinha)

notas IRN:
5,5 Mirzapour
5,5 Kaebi
5,5 Golmohammadi
5,0 Rezaei
5,0 Nosrati (4,5 Borhani)
6,5 A. Teymourian
6,0 Nekounam
7,0 Mahdavikia
4,5 Karimi (4,5 Madanchi)
4,5 Daei
5,5 Hashemian

Analise: Inicio nervoso do Mexico, que nao esperava um Ira tao bem organizado e impetuoso em campo. Pena para os iranianos que nao conseguiram aproveitar o melhor momento para sair na frente. Mesmo errando muito, aos poucos o Mexico conseguiu equilibrar as açoes, baseando seu jogo na velocidade dos contrataques ou na bola àerea e, assim, aproveitando os pontos mais fracos do sistema defensivo iraniano. Mexico abre e Iran empata em lances de escanteio.
Modificacaoes no intervalo deram um pouco mais de trabalho de bola ao mexicanos, mas o segundo tempo foi muito morno, tecnicamente fraco e com o Iran se limitando a esperar adversàrio em seu campo. Postura completamente errada, punida severamente quando aos 30 minutos uma reposicao errada de Mirzapour, seguida de um clamoroso erro de dominio de Rezaei, consentiu o segundo gol a um Mexico jà sem forças para decidir por conta pròpria.

SERVIA & MONTENEGRO 0 x 1 HOLANDA

SERVIA 0 x 1 HOLANDA

Robben

notas SCG:
6,0 Jevric
3,0 Nenad Djordjevic (7,0 Koroman)
7,0 Gavrancic
6,0 Krstaijc
6,0 Dragutinovic
6,0 Stankovic
6,5 Duljaj
6,0 Nadj
7,0 Predrag Djordjevic
6,0 Milosevic (5,0 Zigic)
6,0 Kezman (s.n. Ljuboja)

notas HOL
6,0 van der Sar
5,5 Heitinga
6,0 Oijer
6,0 Mathijsen (s.n. Boulahrouz)
5,5 van Bronckhorst
5,0 Cocu
7,0 Sneijder
6,0 van Bommel (6,0 Landzaat)
5,5 van Persie
6,0 van Nistelrooy (6,0 Kuyt)
8,5 Robben

Analise: a Holanda tomou a iniciativa do jogo, atacando sobretudo pela esquerda uma Servia que procurava encurtar o campo com duas linhas de 4 e partir no contrataque pelas pontas ou por lançamentos para Kezman. Stankovic e P. Djordjevic criaram boas jogadas para a Servia, especialmente pela esquerda, aproveitando o mal posicionamento de Heitinga e o pouco auxilio de van Persie naquela zona. Robben desequilibrou o jogo durante todo o primeiro tempo, passando por cima do improvisado zagueiro Nenad Djordjevic, substituto do suspenso lateral direito Vidic. O baile foi tao grande que Petkovic teve que substitui-lo, pondo o volante Duljaj no setor, passando Stankovic pro meio e inserindo o agudo Koroman na ponta direita.
No segundo tempo, inverteram-se os papeis, com a Servia pressionando e a Holanda explorando os contrataques. Robben continuou com uma grande atuaçao, mas sem a mesma liberdade de açao. A partida continuou em aberto e em grande velocidade e vibraçao atè o apito final, com boas chances criadas pelos dois lados.

sábado, junho 10, 2006

ARGENTINA 2 x 1 COSTA DO MARFIM


ARGENTINA 2 x 1 COSTA DO MARFIM

Crespo, Saviola, Drogba

notas ARG:
6,5 Abbondanzieri
5,5 Burdisso
7,5 Ayala
6,5 Heinze
6,0 Maxi Rodriguez
6,0 Mascheranno
6,0 Cambiasso
6,0 Sorin
7,0 Riquelme (s.n. Aimar)
7,0 Saviola (5,5 Lucho Gonzalez)
6,0 Crespo (5,0 Palacio)

notas CIV:
5,0 Tizie
5,5 Eboue
7,0 Toure
5,5 Meite
6,0 Boka
7,0 Zokora
7,0 Yaya Toure
5,0 Keita (5,0 Arouna Kone)
5,5 Akale (6,0 Bakary Kone)
6,0 Kalou (6,0 Dindane)
7,0 Drogba

Analise: No melhor jogo da Copa atè aqui, duas boas seleçoes fizeram um jogo parelho, decidido por quem errou menos na defesa. A iniciativa do jogo sempre foi dos marfinenses, mas a defesa comandada por Ayala lhes concedeu muito poucas oportunidades claras de marcar. Ao contrario, a Costa do Marfim errou ao dar espaços desnecessariamente para o mais perigoso dos argentinos, Riquelme, como no lance do segundo gol (Saviola). O placar tambèm poderia ter sido diferente se Henri Michel nao tivesse demorado tanto tempo para perceber que seus externos (Akale e Keita) nao estavam funcionando bem. Os argentinos, por sua vez, mostraram um time taticamente equilibrado e coeso, ainda que com algumas peças nao funcionando muito bem, como Burdisso e Mascheranno.

Analise do Grupo E: ITALIA

ITALIA

Vou citar todos os problemas da Italia:
1) O goleiro Buffon, um dos melhores do mundo, passou meia-temprada contundido e agora nao deve estar dormindo bem, pois esta sob investigao por participaçao em esquema de apostas esportivas.
2) O lateral direito Zaccardo è um jogador absolutamente comum, sem nivel para envergar a Maglia Azzurra
3) A experiente e eficiente dupla de zagueiros Cannavaro-Nesta jà passou dos 30 e nao vive o melhor momento. Cannavaro tambem està sob suspeita no mega escandalo do futebol italiano e Nesta esta soferendo com seguidas contusoes. Pra piorar, seu reserva è o estabanado Materazzi.
4) Na lateral-esquerda, o titular Zambrotta està machucado e o reserva, Grosso, vem de uma temporada muito apagada pelo Palermo.
5) Esse è o melhor dos problemas: Gattuso, o intocavel, inatacavel e grande quebrador de bolas e canelas, està machucado e fica de fora pelo menos o primeiro jogo.
6) Camoranesi, outro titular incontestavel, nao teve um bom ano na Juve e ainda por cima è argentino, o que nao lhe confere muita simpatia por grande parte da torcida italiana.
7) Pirlo, considerado o maestro do time, insiste em basear a organizaçao das açoes ofensivas com lançamentos muito lentos, passes laterais e bolas aereas para os atacantes.
8) Totti, esse sim um jogador objetivo e que talvez seja o atacante que melhor chuta de media distancia no futebol europeu, està se recuperando de lesao e nao tem reserva a altura. Mas, mesmo que volte à boa forma, precisa mostrar que tem personalidade para repetir com a Azzurra as otimas atuacoes que sempre teve na Roma. Em momentos decisvos no ultimo Euro e na ultima Copa, Totti acabou sendo expulso ao inves de decidir as partidas.
9) Toni, o grande artilheiro italiano, faz gol de todas as formas, mas è um jogador tecnicamente limitado e precisa de um time que jogue inteiro para ele.
10) Gilardino, tecnicamente um òtimo centroavante, tem feito poucos gols e parece nao se adaptar a ter ao seu lado um outro centroavante.
11) Lippi, o treinador, esta envolvido atè o pescoço no Escandalo Moggi, o que poderia justificar algumas de suas estranhas preferencias nas convocacoes.

Chances: mesmo com os 11 problemas acima, a Italia ainda pode muito bem chegar à final. Assim è o "calcio".

Jogadores a observar: GATTUSO, para tentar entender como alguem tao ruim pode ser idolo.

Esquema tatico: apesar do Gattuso, nada de "catenaccio". A azzurra joga com no 4-3-1-2, desde que Totti esteja em campo. Caso contrario, formam um 4-3-3, com Iaquinta ou Del Piero junto de Toni e Gilardino.

Grupo D: PALPITAO

México 1x2 Irã
Angola 0x3 Portugal
México 2x1 Angola
Irã 1x2 Portugal
México 3x3 Portugal
Irã 2x1 Angola

Passam: Portugal e Irã

Analise do Grupo D: PORTUGAL

PORTUGAL

Com basicamente o mesmo time que chegou ao vice-campeonato europeu de 2004, Portugal tem tudo para avançar à segunda fase, resultado nao alcançado nas ultimas duas vezes em que disputou copas, em 1986 e 2002. A contusao do forte zagueiro Jorge Andrade foi uma perda consideravel, pois seu substituto, Fernando Meira, nao tem se demonstrado a altura. Juntando-se a isso a pouca qualidade dos laterais e certa duvida de Felipao em optar por Costinha-Maniche ou Petit-Tiago como dupla de volantes, vislumbra-se uma equipe com problemas defensivos. Do meio pra frente, nao falta criatividade nos pes de Deco, Figo e Cristiano Ronaldo. O problema è que todos jogam para Pauleta, jogador que raramente satisfaz em jogos importantes. Alem disso, Cristiano Ronaldo ainda nao demonstrou a personalidade necessaria para se constituir no craque que se espera. E, como se fosse novidade, Felipao tem sido muito criticado pela imprensa portuguesa e pela torcida do Porto, por ter formado uma nova "familia Scolari", à qual nao pertencem os idolos Quaresma e Vitor Baia.

Esquema tàtico: 4-2-3-1, com dois volantes e uma linha ofensiva com Figo-Deco-Cristiano Ronaldo atras de Pauleta.

Jogadores a observar: DECO, CRISTIANO RONALDO e RICARDO CARVALHO, sem esquecer de FIGO, que vem de uma boa temporada com a Inter de Milao.

Chances: Passa pela primeira-fase e depois pega uma das pedreiras do grupo da morte. Porèm, tradicionalmente Portugal tem bom desempenho contra selecoes grandes e se complica quando enfrenta defesas fechadas. Foi exatamente essa a història do Euro 2002.

Analise do grupo D: ANGOLA

ANGOLA

A supreendente classificacao sobre a forte Nigeria despertava muita curiosidade na imprensa mundial sobre a selecao angolana que se preparava para disputar a Copa da Africa, em janeiro. Mas, essa competicao serviu apenas para confirmar que a classficacao dos Palancas Negras decorreu do bom aproveitamento de dois jogos contra uma Nigeria fora do seu melhor momento. O elenco nao apresenta sequer um jogador que tenha tido sucesso em clubes europeus de algum nivel. E, aquele que chegou mais proximo disso, o benfiquista Mantorras, nao goza de bom prestigio com o tecnico angolano Luis Oliveira Gonçalves. Embora jogue com um sistema tatico bem definido e tenha uma espinha dorsal pouco mudada ao longo dos ultimos dois anos, o resultado final è uma equipe que nao funciona, pois nao tem uma defesa suficientemente solida para se fechar e jogar no contrataque, nem capacidade tècnica para impor seu jogo contra adversarios mais fortes do que as selecoes do segundo escalao africano. Angola tenta basear seu jogo no ataque pelas pontas e nos lançamentos de Figueiredo (portugues que nasceu em Angola e ainda crianca foi para Portugal) para os dois atacantes. Um deles, Akwa, o capitao da equipe, esta sem clube desde janeiro. Situaçao pior è a do goleiro Joao Ricardo, desvinculado a praticamente um ano. Alguns jogadores atuam em clubes pequenos das duas primeiras divisoes de Portugal ou no futebol àrabe, mas maioria ainda atua no fraco campeonato angolano, conhecido no Girabola. Uma boa mostra da precariedade tecnica do futebol angolano.

Esquema tàtico: 4-4-2, com um centromedio classico, um armador limitado na marcaçao e dois externos que praticamente sao ponteiros.

Jogadores a observar: o jovem ponta direita ZE KALANGA è considerado uma promessa, mas dificilmente joga como titular. Na Copa da Africa o unico destaque foi o atacante FLAVIO.

Chances: dificilmente escaparà de ser a lanterna do grupo e de disputar o "trofeu" de trigesimo segundo lugar com Togo e Trinidad & Tobago (tarefa complicada ainda mais depois que os Soca Warrior conseguiram, hoje, estrear empatando com a Suecia)

Analise do Grupo D: IRA

IRA

Trata-se da melhor selecao asiatica dos ultimos dois anos e, ao meu ver, superior àquele que bateu os EUA e deixou boa impressao na França em 1998. Mostrou isso na ultima Copa da Asia, quando sò nao foi a final por ter sido clamorosamente prejudicada pela arbitragem caseira contra a China, e na tranquila campanha das eliminatorias. Varios de seus principais jogadores passaram ou estao em atividade em clubes da primeira divisao alema. Nao è uma equipe de grande estatura fisica, mas se estiverem com o folego em dia e bem distribuidos em campo, a tecnica e o entrosamento de seus jogadores poderao fazer do Iran uma das boas surpresas da Copa.

Esquema tàtico: 4-4-2 a europeia, com dois externos e dois internos alinhados e uma dupla de centroavantes. A linha defensiva è o ponto mais fraco, pois è o setor onde faltam tanto imposicao fisica quanto maior experiencia no futebol europeu.

Jogadores a observar: ALI KARIMI, o melhor jogador da Asia, atualmente no Bayern Munique, e o versatil externo direito MADAHVIKIA, veterano de 1998, ponto de força na otima campanha do Hamburgo na ultima Bundesliga.

Chances: em virtude do grupo fraco, sao grandes as possibilidades de passar para a segunda fase. Para isso, precisa confirmar a superioridade contra Angola e jogar a vida contra o Mexico, para nao depender de uma supreendente vitoria sobre Portugal. Mas as oitavas-de-final seriam o limite.

TRINIDAD & TOBAGO 0 x 0 SUECIA

T & T 0 x 0 SUECIA

notas TRI:
7,0 Hislop
5,0 Gray
6,0 Lawrence
6,0 Sancho
4,5 Avery John (E)
5,0 Edwards
6,5 Yorke
5,0 Theobold (6,0 Whitley)
5,0 Birchall
5,5 Samuel (6,0 Glen)
6,0 Stern John

notas SWE:
6,0 Shaaban
5,5 Niclas Alexandersson
6,0 Mellberg
5,5 Lucic
4,5 Edman
5,0 Linderoth (6,5 Kallstrom)
6,5 Wilhelmsson (6,0 Jonsson)
5,0 Anders Svensson (5,5 Allback)
6,5 Ljungberg
5,5 Larsson
6,0 Ibrahimovic

analise: Apesar do previsivel maior volume de jogo, a Suècia usou pouco as laterais do campo, sobretudo no primeiro tempo, exagerando nas tentativas de tabelamento e dribles pelo centro. Muito bem armada em campo, e apesar da fraca qualidade tecnica, T & T conseguiu bravamente suportar a pressao Suecia, mesmo quando ficou com um jogador a menos, expulso por soma de amarelos. O goleiro Hislop parou as poucas chances reais de gol construidas por uma volumosa mas inconsistente Suecia. Com 3 substituicoes, a Suecia passou a dar mais trabalho à defesa trinitenha, mas foram vencidos pelo cansaço e pela ansiedade em sair de uma situacao totalmente inesperada.

Analise do Grupo D: MEXICO

MEXICO

Guindada à condiçao de cabeça-de-chave graças apenas aos discutiveis mecanismos do ranking da FIFA, a seleçao mexicana tem sido, ao meu ver, igualmente supervalorizada pela imprensa mundial, mas sobretudo pela latino-americana. A equipe que na ultima dècada tem sido sempre suplantada pelos EUA em sua confederaçao continental, começa por uma defesa formada por jogadores de alguma tècnica (Marquez, sobretudo), mas de estatura baixa e pouca imposicao fisica. Os problemas sao tao serios que o tecnico Lavolpe precisou ressuscitar o velho Suarez, em "atividade" na MLS americana. No meio, os batidos (e batedores) Pardo e Torrado sao acompanhados por alas leves ou por laterais marcadores, conforme a necessidade. O jogador a completar o meio-de-campo è a principal duvida de Lavolpe, pois se as opcoes sao inumeras(Zinha, "El Cabrito" Arellano, Ramon Morales, "Chiqui" Garcia, Lopez), tambem è verdade que nenhuma satisfez atè agora. Borgetti - cuja pronuncia nao è "borgueti", como insiste a imprensa brasileira - continua sendo a referencia, mesmo apòs un apagado ano no futebol ingles. Ao seu lado, deve jogar o argentino Franco ou Kikin Fonseca, ambos com caracteristicas de meia-atacante.

Esquema tàtico: 3-5-2 è o convencional, mas facilmente adaptavel ao 5-3-2 ou ao 3-6-1

Jogadores a observar: MARQUEZ, pela classe, FRANCO, pelo futebol mais forte e objetivo.

Chances: joga tudo contra o Iran para passar pela primeira fase. Se conseguir, nao avançarà mais do que isso.

INGLATERRA 1 x 0 PARAGUAI


INGLATERRA 1 x O PARAGUAI

Gamarra (contra)

notas ENG:
5,5 Robinson
5,0 Gary Neville
6,5 Ferdinand
6,0 Terry
5,5 Ashley Cole
6,0 Beckham
5,5 Gerrard
6,5 Lampard
7,0 Joe Cole (5,0 Hargreaves)
5,0 Crouch
4,5 Owen (5,0 Downing)

notas PAR:
s.n. Villar (6,0 Bobadilla)
5,5 Caniza
5,5 Caceres
4,5 Gamarra
5,5 Toledo (5,5 Nunez)
5,0 Bonet (4,5 Cuevas)
6,0 Paredes
5,0 Acuna
5,0 Riveros
4,5 Santa Cruz
6,0 Valdez

analise: A Inglaterra iniciou pressionando e teve a sorte de furar a retranca guarani logo no inicio, as custas de um equivocado desvio de cabeça de Gamarra. Por alguns minutos o Paraguai parecia perdido em campo e os Ingleses seguiram pressionando por alguns minutos. Aos poucos o Paraguai se soltou um pouco mais, mas nao conseguiu grandes oportunidades por deficiencia tècnica e pela inadequaçao ao jogo ofensivo da linha de 4 volantes. No segundo tempo os laterais ingleses pararam de apoiar, Lampard e Gerrard se resguardaram mais e apenas Joe Cole tentava criar alguma coisa. Desde que està sob a batuta de Eriksson, o English Team se comporta desta forma. Faz 1-0 e pàra de jogar.
O Paraguai experimentou transformar o meio em losango, primeiro com Paredes se aproximando dos atacantes e depois com Santa Cruz tentando escorar para as infiltracoes rapida do recem entrado Cuevas e do voluntarioso Valdez. A pressao paraguaia, porèm, foi pouco efetiva, enquanto a Inglaterra nao conseguia nem mesmo contratacar, graças ao cansaço e a pessima partida de Crouch.

A principal liçao da partida foi ver que Eriksson realmente convocou mal para o ataque. Crouch nao pode ser mais do que uma opçao tatica para um segundo tempo e Owen esteve fora de ritmo. No banco, apenas as incognitas de Rooney e do garoto Walcott.

sexta-feira, junho 09, 2006

Grupo C: PALPITAO

Argentina 1x1 Costa do Marfim
Sérvia 0x1 Holanda
Argentina 0x1 Sérvia
Costa do Marfim 2x2 Holanda
Argentina 3x2 Holanda
Costa do Marfim 0x0 Sérvia

passam: Holanda e Argentina

Analise do Grupo C: HOLANDA

HOLANDA

Como sempre a Holanda chega à Copa impondo respeito pela tradiçao de bons jogadores e futebol ofensivo. Imagem reforçada por uma eliminatoria impecàvel, mas colocada um tanto sob suspeita pela apagada performance nos amistosos preparatorios. O treinador Van Bastem mudou a fotografia do elenco laranja, preterindo as "vacas sagradas" Davids, Seedorf e Makaay em favor da juventude de Babel, Maduro, Van Persie e Sneijder, mas sem descuidar do equilibrio animico trazido por veteranos ainda em otima forma, como Cocu, "Gio" Von Bronckhorst e Van Bommel.

As chances de sucesso holandesas passam pela eficiencia dos jogadores de ataque, pois a defesa, embora tecnicamente nada desprezivel, è o ponto fraco do time. Robben precisa confirmar o futebol que o levou ao Chelsea, Van der Vaart repetir a otima temporada que fez pelo Hamburgo atè sofrer uma grave contusao e Van Nistelrooy recuperar o faro do gol.

Esquema tàtico: genialidades de Cruijf a parte, a holanda usa o mesmissimo 4-3-3 empregado pela notàvel Laranja Mecanica em 1974.

Jogadores a observar: ROBBEN, VAN DER VAART e KUIJT, que a primeira vista parece um grandalhao pesado e desajeitado, mas que joga muito bem como centroavante ou segundo atacante.

Chances: raciocinio parecido ao feito para a Argentina: se passar pelo "grupo de ferro" è porque a equipe estarà jogando bem e quem ficar em primeiro neste grupo terà tudo para chegar às semifinais. Mas, daì pra frente, o peso da camisa poderà diferenciar o futuro de Holanda e Argentina.

Analise do Grupo C: SERVIA E MONTENEGRO

SERVIA E MONTENEGRO

Dentre as equipes europeias, esta è a menos decifràvel. Possui poucos jogadores prestigiados no mercado europeu, mas fez uma òtima campanha nas eliminatorias, onde, ao contrario do que manda a tradicao da escola iugoslava, teve na defesa a base da tranquila classificaçao. Entretanto, como individualmente seus defensores nao se destacam (o mais conhecido, Krstajic, vem de uma temporada ruim no Schalke), atribuo a defesa menos vazada das eliminatorias europeias parte a um bom jogo coletivo e parte a ineficiencia de Espanha, Bosnia, Belgica, Lituania e San Marino. As armas ofensivas sao a veloz arrancada da eterna promessa Kezman, a experiencia do matador Milosevic e os potentes arremates de Stankovic.

Esquema tàtico: 4-3-3 ou 4-4-2.

Jogadores a observar: STANKOVIC, meio campista completo.

Chances: "o perigo vem de onde menos se espera" ou "de onde menos se espera, daì mesmo è que nao vem nada" ? Para mim è a menos cotada à passar de fase, mas nao me surpreenderia se se transformasse na Grecia da Copa, pois as caracteristicas sao muito parecidas: defesa fechada, contrataque rapido, jogadores desconhecidos ou desvalorizados e grupo muito unido.

Analise do Grupo C: COSTA DO MARFIM

COSTA DO MARFIM

Sem nehuma sombra de duvida, è a melhor das representacoes africanas desta Copa. Isso, por si sò nao quer dizer muito, pois a companhia è fraquissima. Acho que essa Costa do Marfim è tecnicamente inferior ao Senegal em 2002 ou ao Camaroes de 1990, mas è muito superior fisicamente. Alem disso, è bem estruturada em campo e tem um banco de reservas a altura do onze titular. Nao è uma equipe da qual se espere muitos gols e um futebol vistoso, mas tampouco merece os adjetivos de "inconsequente" e "ingenuo", frequentemente atribuido aos africanos. Alternam momentos de alta velocidade com jogadas mais cadenciadas. Tais caracteristicas sao suficientes para dificultar a vida de Argentina e Holanda, favoritos sob o ponto de vista da tradiçao.

Esquema tàtico: 4-4-2 no papel, mas mais parecido com um 4-1-4-1, com Zokora protegendo a defesa e dando as cartas com qualidade na saida de bola e Drogba centralizado na frente, recebendo o constante apoio de dois jogadores abertos e dois centralizados.

Jogadores a observar: sendo DROGBA è o grande nome e KOLO TOURE è um zagueiro sòlido. Dos menos conhecidos do publico brasileiro, sugiro prestar atençao no volante ZOKORA, dito "Maestro" e no armador "YAYA" TOURE, pois è por eles que o time se equilibra em campo.

Chances: a primeira fase è muito dificil, mas se o grupo devesse ser decidido na base da força, a Costa do Marfim seria um dos classficados. E, nas oitavas, penso que seriam um adversàrio bem mais inconveniente do que a Argentina ou a Holanda para Portugal. Seria uma supresa irem alèm das quartas, mas o prognostico depende muito do adversàrio que teriam numa hipotetica semifinal.

Analise do Grupo C: ARGENTINA

ARGENTINA

Os "hermanos" (nao sei de quem; meus que nao) nao empolgaram nas eliminatorias e, muito menos, na preparacao para o mundial. Pekerman està muito longe de ser uma unanimidade na Argentina, e causou espanto aqui na Europa ao deixar em casa gente experiente como Samuel e Javier Zanetti. Particularmente, me causam estranheza as preferencias do treinador por alguns jogadores mediocres (Heinze, Coloccini, Cufrè) seja no time titular, seja no banco de reservas. As deficiencias jà começam pelo goleiro Abbondanzieri, que sò goza de bom prestigio junto à imprensa de Porto Alegre. Para o resto do mundo, incluindo a propria Argentina, è um "portero" pouco confiàvel. Contudo, alèm da força da camisa, os "castellanos" tem jogadores destacados do meio para a frente. Poucos ousam discutir a hierarquia tècnica de Riquelme, Aimar, Messi, Tevez, Sorin, Saviola, Palacio e Lucho Gonzalez. O problema de todos eles è que ou sao promessas ainda nao confirmadas ou sao muito descontinuos. Nestes quesitos, Cambiasso me parece o unico a garantir um rendimento bom e constante. A' frente de todos eles, Crespo, que nao è craque, mas sabe fazer gols.

Em resumo, a Argentina desse ano promete menos do que a da ultima Copa e, para seu azar, novamente caiu no grupo mais equilibrado do torneio. Mas, sempre è a Argentina. Lembremos que, em 1990, com um time muito inferior a esse, eles chegaram à final na base de raça, lances ocasionais de um Maradona em curva descendente, erros de arbitragem e muitos penaltis defendidos pelo mega-frangueiro Goicoechea.

Esquema tatico: apesar dos clubes argentinos jogarem no 4-4-2, Pekerman usa frequente um 3-5-2, com Sorin e Maxi Rodriguez como "alas" (embora apenas na teoria, pois ambos afunilam o jogo), Mascheranno e Cambiasso marcando e Riquelme liberado para jogar mais solto. Este modulo, no entanto, è flexivel, pois Burdisso pode ser deslocado para a lateral direita, ficando Sorin com a esquerda.

Jogadores a observar: o desempenho de MESSI è a grande curiosidade. Tem potencial para ser o melhor argentino apòs Redondo (que foi o melhor apos Maradona). Os demais jogadores dispensam apresentacao, exceçao feita ao externo direito Maxi Rodriguez, que pode ser uma boa supresa.

Chances: se passar da complicada fase de grupos è porque terà acertado o time ou porque estarà numa bela marè de sorte. Em embos os casos, serà facil embalar e ir longe. Mas, neste caso, algo me diz que Felipao pregarà uma .

POLONIA 0 x 2 EQUADOR

POLONIA 2 x 0 EQUADOR

Carlos Tenorio, Delgado

notas Polonia:
6,0 Boruc
5,0 Baszczynski
4,5 Jop
6,5 Bak
5,0 Zewlakow
5,0 Sobolewski (6,0 Jelen)
5,0 Radomski
6,0 Smolarek
5,5 Szymkowiak
5,5 Krzynowek (4,0 Kosowski)
4,0 Zurawski (6,0 Brozek)

notas Equador:
5,5 Mora
7,0 De la Cruz
7,0 I. Hurtado (5,0 Guagua)
7,5 G. Espinoza
6,0 Reasco
6,0 Edwin Tenorio
7,5 S. Castillo
6,0 Mendez
5,5 Valencia
7,0 Carlos Tenorio (5,5 Kaviedes)
7,0 A. Delgado (s.n. Urrutia)

Analise: A iniciativa do jogo foi polonesa, pelo menos no inicio. Os equatorianos supreendentemente tiveram seu ponto forte na defesa. Um gol de cabeça numa jogada ensaiada de arremesso lateral fez com que o jogo se desequilibrasse em favor da equipe melhor. No segundo tempo Janas mexeu bem duas vezes, ao contrario de Suarez, que procedeu uma injustificavel de C. Tenorio por Kaviedes. Apesar de alguma demonstraçao de cansaço e da saida por contusao de I. Hurtado, o segundo gol veio no unico momento em que o Ecuador estava sob pressao, arrefecendo de vez os animos do agora praticamente desclassificado time polones.

ALEMANHA 4x2 COSTA RICA

ALEMANHA 4 x 2 COSTA RICA

Lahm, Klose (2), Frings, Wanchope (2)

notas GER:
6,0 Lehman
5,0 Friedrich
5,5 Mertesacker
5,5 Metzelder
7,5 Lahm
6,5 Schneider (s.n. Odonkor)
7,5 Frings
5,5 Borowski (6,0 Kehl)
7,5 Schweinsteiger
6,0 Podolski
7,5 Klose (s.n. Neuville)

notas CRC:
6,0 Porras
5,0 Martinez (5,0 Drummond)
5,0 Umana
5,0 Sequeira
5,0 Marin
5,0 Leo Gonzalez
5,5 Fonseca
6,0 Solis (s.n Bolanos)
6,5 Centeno
5,5 Gomez (s.n. Azofeifa)
7,0 Wanchope

analise: A Alemanha mostrou todas as suas armas e todos os seus defeitos num unico jogo. Do meio pra frente se saiu muito bem, mas deve-se considerar que a defesa tambèm era o ponto fraco do adversàrio. Atacou muito com Lahn pela esquerda, com Frings, Schneider e Schweinsteiger proporcionando muito volume de jogo para os atacantes. Ainda falta Ballack, que contribuirà muito mais do que Borowski. O problema foi, como sempre, a defesa, muito parada, sem cobertura definida, sem um comandante e com Friedrich errando o momento de avançar para deixar os atacantes impedidos. A Costa Rica deixou a impressao de que nao passa de fase, mas que pode complicar a vida de Equador ou Polonia (especialmente a ultima, pela defesa muito semelhante à alema e ainda menos qualificada tecnicamente).

Grupo B: PALPITAO

Inglaterra 1 x 0 Paraguai
Trinidad & Tobago. 0 x 2 Suécia
Inglaterra 3 x 0 Trinidad & Tobago
Paraguai 1 x 2 Suécia
Inglaterra 3 x 1 Suécia
Paraguai 2 x 1 Trinidad & Tobago

passam: Inglaterra e Suècia

Analise do Grupo B: SUECIA

SUECIA

Se repetir o futebol apresentado no Euro 2004, a Suécia mostrarà uma equipe com muita velocidade e habilidade do meio para frente e uma defesa vulneravel, ao menos para os padroes europeus. O bom desempenho do time dependerà de quanto o treinador Lars Lagerback conseguir equilibrar a protecao da defesa e a vocaçao ofensiva do time. Porèm, mesmo com uma equipe taticamente ajustada, nada funcionarà para os suecos se a forma fisica do trio Ibrahimovic-Larsson-Ljungberg nao estiver boa, jà que todos eles vem de temporadas particularmente extenuentes em seus clubes. E, no caso do genial e intempestivo "Ibra", serà fundamental a boa forma mental para confirmar a promessa de grande craque do futebol europeu.

Esquema tàtico: 4-4-2, com meia-cancha com Ljungberg no vertice do losango ou em meia-lua com Ljungberg e Wilhelmosson abertos nas pontas.

Jogadores a observar: IBRAHIMOVIC, LJUNGBERG, LARSSON e WILHELMSSON. KALLSTROM, se jogar, poderà se destacar nos chutes de longa distancia.

Chances: favoritos, junto com a Inglaterra, a passar de fase. Nas oitavas, o segundo desse grupo pega provavelmente a Alemanha. Nervos dominados, futebol por futebol, a Suecia tem mais do que Alemanha e poderia eliminar os donos da casa. Depois viria alguem do grupo de Argentina e Holanda, complicando mais o trabalho sueco. Nao seria surpresa ve-los nas semifinais, embora nao seja o mais provavel.

Analise do Grupo B: TRINIDAD & TOBAGO

TRINIDAD & TOBAGO

Sèrio candidato ao titulo de pior seleçao da Copa, os trinitenhos nao causaram o mesmo frisson que os vizinhos jamaicanos nas eliminatòrias para 1998. O experiente treinador holandes Leo Beenhakker, contratado apòs os maus resultados no inicio das eliminatorias, a duras penas conseguiu levar a equipe à quarta colocaçao do fraco hexagonal da CONCAF. O destaque do elenco è o veterano meia Dwight Yorke, ex-atacante do Manchester United. A maioria dos atletas joga no proprio pais ou na segunda ou terceira divisoes da Inglaterra. Alguns atè mesmo na segunda divisao escocesa. A defesa è fraca, os laterais nao cruzam bem e o artilheiro Stern John è um jogador irregular, tido como problematico e preguiçoso. Com essas credenciais, nao se pode esperar nada dos "Soca Warriors". As chances de gol trinitenhas estarao no chute de longe do volante Birchall e na cabeça dos zagueiroes em escanteios. Ou, talvez, alguma jogada de combinaçao entre Yorke e o outro veterano do time, o "pequeno màgico" Russel Latapy, 35 anos, ex-Porto e Glasgow Rangers.

Esquema tàtico: 4-5-1 è o mais usual, mas 3-5-2 e 3-5-1 sao frequentemente empregados.

Jogadores a observar: BIRCHALL, o meia ingles tìpico, que marca, arma e chuta bem de longe; joga na terceira divisao da terra da rainha, e foi parar na selecao por acaso, depois que um jogador da selecao, tambem militante da terceirona, descobriu que sua mae havia nascido em Trinidad.

Chances: absolutamente nenhuma.

Analise do Grupo B: PARAGUAI

PARAGUAI

Ao contrario de boa parte da imprensa brasileira, acho que o Paraguai nao passa de fase, pois metade da geraçao-Gamarra jà se aposentou e a outra metade està em baixa. Como a nova geraçao nao està a altura, memso que possua em Haedo Valdez um atacante muito interessante, sobra apenas a famosa raça guarani. Defesa solida e contrataque rapido sao as promessas do treinador Anibal Ruiz. Mas, se os jogadores nao corresponderem fisica e tecnicamente, serà muito pouco para suplantar Inglaterra ou Suècia.

Esquema tàtico: normalmente 4-4-2, com 3 volantes e 1 articulador (Julio Dos Santos) no meio. Porèm, conforme o jogo, acho provavel que um dos atacantes seja trocado por outro jogador com caracteristicas de marcaçao.

Jogadores a observar: HAEDO VALDEZ, atacante que vem se destacando mais do que a eterna promessa Santa Cruz no futebol alemao, e PAREDES, o meia faz-tudo muito prestigiado pela imprensa italiana.

Chances: pequenas, mas um ocasional bom resultado contra Inglaterra ou Suècia pode ser suficiente para passar adiante no lugar de um desses favoritos. Mesmo assim, dificilmente resistiria à Alemanha na fase seguinte, confirmado o primeiro lugar dos donos da casa em sua chave.

Analise do Grupo B: INGLATERRA

Nao fossem a contusao de Rooney e o estilo de treinar de Eriksson, eu daria a Inglaterra como a segunda grande favorita (depois do Brasil, evidentemente) à levar a taça. Eriksson, que jà era muito questionado na Inglaterra por suas ideias taticas (defesa em linha, facilmente suplantada em velocidade, e uma soluçao inadequada no meio-de-campo para acomodar Beckham, Gerrard e Lampard), agora confiou o seu ataque em dois jogadores recem recuparados dos pès-quebrados, uma jovem promessa adolescente que sequer estreou no campeonato ingles pelo Arsenal e um desengonçado magrao de 2 metros de altura que atè a temporada anterior era reserva do Liverpool. Sò quatro atacantes, cuja unica certeza de rendimento è o gigante Crouch, mas que, nem de longe, pode ser comparado a gente do porte de um Lineker, um Hateley ou mesmo de um Shearer. Supreendemente foram preteridos Bent e Defoe, opçoes comprovadamente mais confiàveis, em que pese o discreto nivel tecnico.

Alèm de tudo, Eriksson nao me parece ter capacidade de mudar uma partida num intervalo de jogo, nem de fazer sacudir um vestiàrio com um discurso motivador. Coisas que, num torneio curto, sao muito importantes do que nos longos campeonatos italianos e portugueses ja vencidos pelo treinador sueco com Lazio e Benfica (nao estou considerando as inumeras copas nacionais vencidas por ele, porque, na Europa, esses torneios nao tem a mesma motivaçao e frequentemente sao vencidos por equipes secundarias ou que perderam a chance de titulo no campeonato principal).

Esquema tàtico: 4-4-2 bem europeu, ou seja, com 4 meias que marcam, armam e atacam. Nao tem "segundo volante", nem "primeiro volante", nem "articulador", OK ? A alternativa treinada por Eriksson è isolar Crouch ou Owen na frente, solidificando o sistema defensivo com a inclusao de Carrick entre a linha de zaga e a linha de meias, formando-se assim o 4-1-4-1 cada vez mais em moda na europa.

Jogadores a observar: em forma, ROONEY, seria o grande destaque, especialmente porque amadureceu taticamente, podendo ser tanto um atacante de movimentaçao, como um atacante de referencia ou ainda como um meia-atacante capaz de frequentemente deixar os companheiros na cara do gol. Sem ele, LAMPARD e GERRARD sao as estrelas, mas ASHLEY COLE, TERRY e JOE COLE nao ficam tao atràs.

Chances: pelos problemas Rooney-Eriksson, acho que param no primeiro confronto com uma selecao como Brasil, Argentina, Italia, França ou Holanda, nas quartas ou semifinais.

Grupo A: PALPITAO

Palpites nao levam à lugar alguma, ao menos que se ganhe alguma aposta. Futebol tem sim lògica, mas todos os gols sao resultados de meras circunstancias. Nao è um esporte onde seguramente ganha o melhor ou mais bem preparado. Uma bola mal recuada, uma expulsao boba, uma substituicao bem feita, uma desatencao ou um jogador com a cabeça quente, podem ocasionar grandes zebras. Contudo, dar palpites è intrìnseco ao futebol e nao resisto a fazer a minha fezinha (mesmo que a unica premiaçao seja o prazer de acertar o chute):

Alemanha 2 x 1 Costa Rica
Polônia 1 x 1 Equador
Alemanha 2 x 1 Polônia
Costa Rica 1 x 2 Equador
Alemanha 1 x 1 Equador
Costa Rica 2 x 2 Polônia
passam: Alemanha e Equador

Analise do Grupo A: POLONIA

O nome "Polonia" se impoe muito mais do que "Equador" ou "Costa Rica", mas muito mais por aquela sensacional geraçao de Lato, Deyna, Boniek, Smolarek,Mlynarczyk, Zmuda e do pròprio treinador atual, Pawel Janas, do que pelo futebol praticado em terras polacas nos ultimos 15 anos. A classificaçao direta como segundo melhor dentre os segundos colocados nos grupos europeus tambèm impressiona. Mas os adversarios de Polonia e Inglaterra eram fraquissimos, o que explica o acùmulo de pontos maior em relacao aos vice-campeoes de grupos muito mais parelhos e tecnicamente mais fortes.

A Polonia de hoje apresenta um time velho, mas nem por isso experiente. A defesa è pesada e desatenta, o meio campo apresenta os jogadores com mais tecnica e o ataque ficarà nos pès de jogadores veteranos, mas sem expressao mundial. Contudo, è um time que costuma atacar muito pelos lados do campo. Alèm da pobreza tècnica, Pawel Janas me parece daqueles complicadores. Depois de jogar mais de ano com Frankowski no ataque e o capitao Klos na defesa, ele ignora ambos na convocaçao. Alem disso, nem sempre escala Smolarek, o meia artilheiro do Borussia Dortmundo, como titular.

Esquema tàtico: 4-4-2, com uma linha formada por dois externos bem abertos, um marcador puro (Sobolewski) e um marcador mais criativo (Szymkowiak); o 4-5-1 è a opçao, com Smolarek como meia-atacante numa e Zurawski centralizado no ataque ou com um jogador de marcaçao a mais (Radomski) ao lado de Sobolewski.

Jogadores a observar: sem dùvidas "EBI" SMOLAREK, filho daquele Smolarek da geraçao de ouro, e se estiverem no maximo da forma, jà que pouco jogaram por seus clubes em 2006, KOSOWSKI e KRZYNOWEK .

Chances: por jogar na Europa e pela rivalidade historica com a Alemanha, podem se empolgar e passar de fase. Mas è dura a disputa com Costa Rica e Equador para ver quem è mais fraco.

Analise do grupo A: COSTA RICA

"Los Ticos" apresentaram em 1990 o retrancao do mago Bora Milutinovic, que quase arrancou um empate do Brasil e desclassificou Suécia e Escòcia. Em 2002, a Costa Rica era o contràrio. ataque a todo gàs, muita correria, alas descendo com velocidade e jogadores habilidosos do meio pra frente. Foram goleados pelo Brasil, mas perderam a classificaçao por saldo de gols ao final do empate contra Turquia (terceira colocada do mundial, nao esqueçamos). Imprevisìvel, ao menos para mim, serà o rendimento do time atual. O tècnico Alexandre Guimaraes nao tem a escalaçao nem o sistema tàtico definidos. Penso que jogarao um futebol mais parecido com a correria da ultima copa, mas sem algumas peças tecnicamente importantes como o ala-esquerda Carlos Castro e os atacantes Mefdford e Parks.

Esquema tàtico: normalmente è um 3-5-2, mas variaram muito durante as eliminatòrias. O proprio 3-5-2 pode facilmente se transformar no 5-3-2, especialmente porque os jogadores de flanco tem mais caracterìsticas de laterais do que de meias ou alas, ao contrario dos agudos velocistas da ultima copa. De todo modo, a defesa è fisicamente fraca, relativamente baixa e todos os adversarios sao mais fortes no jogo aèreo.

Jogadores a observar: nao me atrevo a indicar ninguèm; mas figurinhas carimbadas no cenàario centroamericano como ROLAND GOMEZ, CENTENO, FONSECA e WANCHOPE podem deixar suas marcas. Dos mais novos, BOLANOS è o mais prometente

Chances: se o time "encaixar", podem chegar às oitavas, pois Polonia e Equador tambèm nao sao equipes confiàveis. Contudo,

Analise do grupo A - EQUADOR

EQUADOR

Os equatorianos vem de duas òtimas eliminatòrias, mas em ambas fizeram a campanha jogando com a ajuda da altitude. Nao è facil saber o quanto este fator contribui, mas os poucos bons resultados nos jogos em nivel do mar poderiam ser esclarecer a duvida. No entanto, pesam em favor do Equador uma razoavel atuacao na Copa de estréia, em 2002, e o entrosamento da equipe, baseada na Liga Deportiva Universitaria e jogando junto ha mais de 4 anos.

Esquema tàtico: 4-4-2 bem sul-americano com 2 volantes e 2 articuladores no meio; por deficiencia tècnica do segundo atacante, è possivel que se veja um 4-5-1, com a inclusao de Urrutia (defensivo) ou Lara (ofensivo) no meio. O 3-5-2 tambèm pode ser usado, entrando Guagua na zaga, em lugar dede um dos 4 meio-campistas e avançando os laterais, que sao mesmo muito ofensivos, para as alas.

Jogadores a observar: VALENCIA E MENDEZ

Chances: boas de passar às oitavas, onde serà desclassificado por Inglaterra e Suècia. Mas, se vier o Paraguai pela frente, podem acabar nas quartas.

Analise do Grupo A - ALEMANHA

ALEMANHA

O que esperar de uma seleçao comandada por um grande jogador do passado recente, centroavante campeao mundial em 90, mas muito contestado por algumas escolhas e em sua primeira experiencia como treinador ? O que esperar de uma equipe fomada por jogadores de pouco brilho no cenario futebolistico mundial, representantes de uma geraçao que ainda nao se sabe ser uma entresafra ou resultado da decadencia na formaçao de base (e ainda com varios naturalizados, como Asamoah, Neuville e Klose). O que esperar de um elenco cujo grande destaque técnico - Ballack - talvez nao fosse sequer banco da seleçao brasileira ? O que esperar de um time que fez uma péssima campanha nos amistosos preparatòrios e que ainda sofreu com a perda de alguns jogadores por contusao, como Sebastian Deisler ?

Pois bem, o paràgrafo acima poderia muito bem ter sido escrito às vésperas do mundial de 2002, pois o cenàrio era exatamente o memso de hoje. Mesmo com tudo isso contra, a tradicao da camisa e da organizaçao alema levou a selecao treinada pelo neòfito Rudi Voeller, companheiro de Klinsmann no ataque campeao de 1990, à final em Yokohama. E, eles nao contavam com o fator campo a favor.

Nao aposto nenhuma ficha nesta Alemanha. Mas reconheço que nao se pode despreza-los e comparà-los a Mexicos, Espanhas, Japoes, Estados Unidos, sò para citar os ultimos a nao vencerem os mundiais por si organizados. A Alemanha è "de outro time" e merece respeito. Ao menos em termos de jogadores, esse time de hoje è um pouco melhor do que o vice-campeao de 2002. Fica devendo àquele, porèm, quanto à arrumaçao do time em campo.

Esquema tàtico: 4-4-2, com o meio em losango. A defesa è o setor mais fraco, o meio è o ponto forte e no ataque o matador Klose recebe a companhia do prometente Podolski.

Jogadores a observar: PODOLSKI, muito inteligente e com boa tecnica, e SCHWEINSTEIGER, forte, decidido e dono de um potente chute de fora da àrea. Estarao no ponto para se tornarem as estrelas da Alemanha no Euro 2008 ou na Copa de 2010.

Chances: pelo estagio técnico e tàtico, passar pelas oitavas serà uma grande empreitada; pela tradiçao e fator campo, a final nao è um sonho; mas que pode virar pesadelo jà na fase de grupos em caso de uma nervosa estrèia sem vitoria contra a Costa Rica.