Domingo, Maio 08, 2011

Gauchão 2011: Inter x Grêmio 2-3

Gauchão 2011 - ida das finais
Beira-Rio, 8-5-2011
gols: Andrezinho, Leandro Damião

Inter (entre o 4-4-2):
1- Renan 6,5 - muito seguro, uma grande defesa nos pés de Viçosa; no lance do gol de empate, não foi feliz na saída aérea, mas era uma bola difícil, que a defesa deveria ter interceptado; no terceiro gol, foi encoberto novamente por Viçosa, noutro erro grave da defesa.
4- Nei 5 - a incrível falta de qualidade no passe foi parcialmente compensada por algumas intervenções defensivas importantes no segundo tempo.
2- Bolívar 3 - anda em campo, sempre à distância da jogada, sem intervir nem por cima nem por baixo com qualidade e precisão.
14- Rodrigo 4
- melhor que Bolívar, mas muito insuficiente; a defesa do Inter está uma peneira
6- Kléber 6,5 - apoiou muito e com qualidade; poderia ter feito 2-0 em uma das incursões agudas pela área; caiu de rendimento no segundo e foi determinante no placar final: assistência para o empate de Damião, erro na linha de impedimento no terceiro gol gremista
7- Tinga 6 - atuando no lugar do suspenso Guinazu, deu mais qualidade e velocidade ao meio de campo, mas não teve atuação destacada.
5- Bolatti 6 - alguns altos e baixos na marcação e passes, mas na média, suficiente.
17- Andrezinho 6,5 - começou muito bem, tanto marcando quanto armando, fez um gol, perdeu outro, mas caiu muito no segundo tempo;
10- D'Alessandro 6 - estava tecnicamente muito bem, especialmente quando abria pela esquerda e combinava jogadas com Kléber, Sóbis e Damião; os 15' que jogou no segundo tempo foram apagados e, talvez, tenha saído mais por displicência tática e anímica;
11 - Rafael Sóbis 4,5 - foi importante no primeiro gol, quando fez parede para a finalização de Andrezinho, mas não acertou mais nada além disso;
9- Leandro Damião 6,5 - além do gol de cabeça, desviado pela zaga, teve boas participações i individuais.

16 - Oscar (-10) 5,5 - Substituiu D'Alessandro aos 15'st, com 1-2 contra no placar; começou bastante ativo, mas não terminou bem.
18 - Cavenaghi (-11) 5 - Entrou por Rafael Sóbis, deu nova dinâmica ao setor ofensivo, mas não teve sucesso individual na maioria dos lances.

Quinta-feira, Maio 05, 2011

Libertadores 2011: Inter x Peñarol 1-2

retorno das oitavas-de-final
4-5-2011
Beira-Rio
gol: Oscar

Inter no 4-2-3-1
12 Renan 6
4 Nei 4
2 Bolívar 4
21 Rodrigo 4
6 Kleber 5,5
24 Bolatti
6,5
5 Guinazú 6
16 Oscar 6
17 Andrezinho 5,5

10 D'Alessandro 6,5
9 Leandro Damião 5,5

substituições:
xx Ricardo Goulart (-17) 6
7 Tinga
(-16) 6
11 Rafael Sobis
(-4) 4,5

Domingo, Maio 01, 2011

Gauchão 2011: Inter x Grêmio 1-1 (4x2 nos pênaltis)

Gauchão 2011 -final do segundo turno
Beira-Rio, 1-5-2011
gols: L. Damião

Inter (entre o 4-4-1-1):
1- Renan 6 - pouco exigido, bem em todas as intervenções; pegou um pênalti mal batido na decisão.
4- Nei 6 - desta vez muito bem na defesa, mas pouco atuante e eficiente no apoio.
2- Bolívar 6 - melhor que Rodrigo, sobereno na boal alta, mas sem destacar-se.
14- Rodrigo 5,5
- alternou bons momentos com insegurança e lentidão.
6- Kléber 6 - discreto, sem problemas técnicos nem táticos.
7- Tinga 6 - exceção feita ao jogo aéreo defensivo, não ficou devendo ao titular Bolatti
5- Guiñazú 5 - jogou dentro do seu normal, mas perde um ponto devido à expulsão boba, desnecessária e que proporcionou o Grêmio a posse de bola que não tinha e, com isso, o gol de empate.
16- Oscar 5,5 - flutuou entre a extrema direita, o meio e o ataque, mas não se achou em campo; os bons momentos técnicos não compensaram a falta de eficiência.
17- Andrezinho 6,5 - atuando pela externa esquerda, não conseguiu render tão bem quanto seu potencial, mas cumpriu bem a função tática, foi o principal finalizador - embora sem eficiência - e destacou-se por mais uma assistência para gol.
10- D'Alessandro 5 - errou bem mais do que acertou; não está em boa fase.
9- Leandro Damião 6,5 - um gol de esperteza e frieza no primeiro tempo, uma grande jogada que resultou em importante defesa, no segundo, logo depois do empate.

15- Wilson Matias (-16) sn - entrou para fechar o meio-campo após a expulsão de Guiñazú e cumpriu bem a função
14- Juan (-17) 5 - entrou para marcar Leandro, que jogava aberto pela direita, com Kléber adiantando-se para o meio-campo. No pouco tempo em que jogou, foi notado apenas por ter sido quem deixou Junior Viçosa se antecipar para marcar o gol de empate em cruzamento decorrente de rebote e tiro de escanteio.

Obs:
* O vice-presidente de futebol do Inter, Roberto Siegmann, fez críticas asbsolutamente descabidas à arbitragem e à insenção de Márcio Chagas. Márcio foi bem em todos os aspectos da arbitragem, inclusive nos lances mais polêmicos (pretensa falta de Damião no zagueiro, no lance do gol e cartões para Guina). Também discordo que a escolha da goleira para os pênaltis tenha sido errada ou parcial, não só porque isso é irrelevante para o resultado, como também pelo fato dele, aparentemente, ter feito um sorteio.
* Não fosse a expulsão de Guiñazú, em dois lances em que o Grêmio não teve nenhuma desvantagem importante, é provável que o Inter tivesse tido uma vitória bem tranquila, pois dominou completamente as ações do jogo até aquele momento (25'st).

Quinta-feira, Abril 28, 2011

Libertadores 2011: Peñarol x Inter 1-1

Oitavas-de-final - ida
28-4-2011
Centenário
gol: Leandro Damião

Inter no 4-4-2:
12 Renan 6,5
4 Nei 5
2 Bolívar 6
21 Rodrigo 5,5
6 Kleber 6
24 Bolatti
6
5 Guinazú 6
17 Andrezinho 6
10 D'Alessandro 4
11 Rafael Sobis 4,5
9 Leandro Damião 6,5

substituições:
16 Oscar (-11) 6
7 Tinga
(-17) sn

Gauchão 2011: Juventude x Inter 1-2

Semifinal do segundo turno
Alfredo Jaconi
24-4-2011
gols: Bolatti, Tinga

Inter no 4-4-2
Renan 6
Nei 5
Bolívar 6
Rodrigo 6
Kleber 6
Bolatti
7
Guinazú 6
Andrezinho 6
Oscar 7
Rafael Sobis 5
Leandro Damião 6,5

substituições:
Tinga (-Sóbis) 6,5
Zé Roberto (-Oscar) sn

Libertadores 2011: Inter x Emelec 2-0

Primeira Fase
19-4-2011
Beira-Rio
gols: Rafael Sóbis, Leandro Damião

Inter no 4-4-2
12 Renan 6
4 Nei 4,5
2 Bolívar 6
21 Rodrigo 6
6 Kleber 6
24 Bolatti
6,5
5 Guinazú 6,5
17 Andrezinho 6
10 D'Alessandro 6
11 Rafael Sobis 5,5
9 Leandro Damião 6,5

substituições:
18 Cavenaghi (-11) 6

Sábado, Abril 16, 2011

Gauchão 2011: Inter x Santa Cruz 1-0

Gauchão 2011 - quartas-de-final do segundo turno
Beira-Rio, 15-4-2011
gols: L. Damião

Inter (4-4-2)
1- Renan 6
4- Nei 6
2- Bolívar 6
14- Rodrigo 6,5

6- Kléber 6
17- Andrezinho 7
8- Bolatti 6

5- Guiñazú 6

10- D'Alessandro 6
,5
11- Rafael Sóbis 5,5
9- Leandro Damião 6,5

7- Ricardo Goulart (-17) 6
16- Zé Roberto (-11) sn

Comentários:
  • Ao contrário do que eu esperava, o Inter não foi desequilibrado para o lado esquerdo. Pelo contrário, atacou muito mais pela direita, um pouco pela discreta atuação de Kléber no apoio, mas especialmente por Andrezinho ter guardado a posição de externo bem mais do que D'Alessandro. Depois dos 23'pt, quando o adversário teve um jogador expulso, D'Ale apareceu muito mais pelo centro e pela direita.
  • Andrezinho foi a melhor figura do jogo, surpreendentemente tendo êxito ao jogar bem aberto pela direita. Foi dele o cruzamento para Damião marcar o gol da vitória.
  • Rafael Sóbis, que não jogou aberto pelos lados, mas movimentando-se pelo centro do ataque junto com Damião, foi a figura menos destacada do sistema ofensivo. Parece-me que ainda não achou o seu lugar na mecânica de jogo de Falcão.
  • Com a meia-cancha em linha, Bolatti e Guiñazú jogaram lado a lado, como nos tempos de Roth, mas mais próximos do ataque. Gostaria que Falcão testasse Tinga no lugar de Guiñazú, até para se ter a opção Cavenaghi no banco em jogos nacionais.
  • A linha defensiva jogou mais adiantada, compactando o time. Um avanço em relação à era Roth, mas ainda nao se pôde ver marcação pressão na saída do adversário.


Falcão e sua estréia

  • A contratação de Falcão não me empolga, por sua falta de currículo, por 17 anos sem comandar equipes e pelos maus resultados que teve na curta experiência como técnico.
  • Por outro lado, nesse momento, qualquer um é melhor que o desgastado Roth, ao menos para o curto prazo. Espero que o carisma de Falcão e suas idéias sobre modelo de equipe contrabalancem a pouca experiência e a falta de traquejo com a função.
  • Se nao fosse Falcão, seria quem? Para o meu gosto, Dorival Júnior seria a única opção clara, se não estivesse empregado. Portanto, acho que o Inter não erra em apostar no Bola Bola.
  • Na primeira passagem pelo Inter, em 93, o material humano à disposição de Falcão era muito fraco. Na seleção, ele tentou fazer uma renovação total, em tempos de uma nítida entresafra de gerações talentosas. Sobre suas participações no América do Mexico e na seleção japonesa, pouco posso avaliar.
  • Quanto à estréia, logo mais, a imprensa noticia que o Inter se defenderá no 4-4-2 à inglesa (4 meias em linha: Andrezinho, Bolatti, Guina e D'Ale) e atacará no 4-4-3, com D'Ale juntando-se ao ataque e Andrezinho mais centralizado como "enganche".
  • Acho que o time corre um sério risco de ficar torto para o lado esquerdo. Andrezinho não é jogador de faixa lateral, como já se provou e Kléber apoia com muito mais qualidade e frequencia do que Nei. Adicione-se a isso o fato de Rafael Sóbis se destaca justamente quando cai pela esquerda e corta para dentro para chutar em gol com sua potente direita. É verdade que D'Ale também costuma fazer o mesmo, pela direita. Mas, terá muito mais dificuldade em fazê-lo se o seu posicionamento inicial for o previsto, pela esquerda.
  • Disposição tática no papel é uma coisa e mecânica de jogo em campo é outra. Por isso, esperemos o time jogar para seguir analisando o trabalho do novo treinador.

Quarta-feira, Abril 06, 2011

Libertadores 2011: Jaguares x Inter 1-0

Primeira Fase
06-4-2011
Tuxtla Gutierrez

Inter no 4-2-3-1
1 Lauro 7,5
4 Nei 3,5
2 Bolívar 6
3 Índio 5
6 Kleber 5
24 Bolatti
6
5 Guinazú 6
16 Oscar 4,5
10 D'Alessandro 5,5
23 Zé Roberto 4
9 Leandro Damião 6

substituições:
11 Rafael Sóbis (-16) 5
17 Andrezinho (-23) 6,5
8 Wilson Mathias (-24) sn

Quarta-feira, Março 30, 2011

Libertadores 2011: Inter x Wilsterman 3-0

Primeira Fase
30-3-2011
Beira-Rio
gols: Oscar, D'Alessandro, Zé Roberto

Inter no 4-2-3-1
1 Lauro 6
4 Nei 5,5
2 Bolívar 6
3 Indio 6
6 Kleber 7
8 Wilson Matias
6,5
5 Guinazú 6,5
16 Oscar 8
10 D'Alessandro 7
23 Zé Roberto 5,5
9 Leandro Damião 6

substituições:
21 Rafael Sobis (-23) 5
21 Rodrigo (-3) sn
17 Andrezinho
(-16) sn

Quarta-feira, Março 16, 2011

Libertadores 2011: Wilsterman x Inter 1-4

Primeira Fase
16-3-2011
Felix Capriles
gols: Brown (contra), Leandro Damião, Zé Roberto, Kléber

Inter no 4-2-3-1
1 Lauro 6 - Fez uma defensa estupenda no início do jogo e não teve falha técnica no gol adversário, embora talvez não fosse uma bola indefensável. Não demonstrou tanta segurança em algumas outras intervenções.
4 Nei 5 - Bem na marcação, mas falhou na bola alta duas vezes e não acertou nada importante no ataque.
21 Rodrigo 6 - Além de um clamoroso erro numa saída de bola, foi pouco percebido em campo.
14 Sorondo 5,5 - Falhou no lance do gol de cabeça adversário.
6 Kleber 6,5 - Razoavelmente bem na defesa, qualidade técnica no apoio, um bom cruzamento para Leandro Damião desperdiçar um gol feito e, no final, um gol em uma das raras vezes que foi agudo.
24 Bolatti
6 - Para um jogo fácil, deveria ter aparecido mais e melhor. Cresceu na segunda metade do segundo tempo, quando só então se destacou nos desarmes e passes.
5 Guinazú 7 - Muito bem nos desarmes e passes e com um pouco mais de ambiçao ofensiva do que de costume, o que lhe rendeu uma assistência para Damião.
16 Oscar 6 - Criou a jogada que resultou no gol contra, apareceu bem em mais três ou quatro movimentos, mas foi bem mais discreto e menos eficiente do que nas partidas anteriores.
7 Tinga 5,5 - Muito participante, mas por vezes atabalhoado. Saiu no intervalo, com dores musculares.
23 Zé Roberto 6 - Começou pela esquerda, passou para o lado de Damião, inverteu de lado com Oscar, retornou à posição inicial e, no segundo tempo, jogou solto. Correu e apareceu tanto quando sua movimentação tática, mas além de um gol de oportunismo, errou muito no acabamento das jogadas.
9 Leandro Damião 7- Fez um impressionante gol de cabela e inventou a jogada do terceiro gol ao roubar a bola de um zagueiro e assistiu Zé Roberto. No segundo tempo, perdeu um gol feito e saiu contundido.

substituições:
8 Wilson Mathias (-7) 6 - Entrou no lugar de Tinga, mas foi jogar muito atrás, quase junto dos zagueiros, praticamente fazendo apenas coberturas. Teve altos e baixos, mas não comprometeu. Seu posicionamento enterrou muito a meia-cancha colorada.
18 Cavenaghi (-9) 5 - Substituiu Damião e, apesar do esforço, errou tudo o que tentou.
17 Andrezinho (-16) 7 - Substituiu Oscar, cansado, e acrescentou muito dinamismo ao time, além dos bons lançamentos e passes certeiros. Num deles, Kléber fez o quarto.

Notas:
* Tinga não estava bem, mas não entendi a substituição no intervalo, especialmente por ter sido mais tática do que técnica.
* Embora Oscar tenha saído cedo, por cansaço, no global, o Inter não sentiu a altitude. Sinal de bom preparo atlético, estratégico e tático.

Domingo, Março 13, 2011

Gauchão 2011: Caxias x Inter 3-3

Gauchão 2011 - segundo turno
Centenário, 13-3-2011
gols: L. Damião (3)

Inter (4-2-3-1)
1- Lauro 6 - não falhou nos gols, embora o terceiro não fosse indefensável; falhou numa bola aérea, mas nas demais intervenções foi bem e seguro;
2- Daniel 4,5 - fraco em todos os aspectos;
3- Rodrigo 5 - uma falha grotesca no primeiro tempo e algumas incertezas;
4- Sorondo 5 - envolvido pelo ataque do Caxias, como todo sistema defensivo, no primeiro tempo; saiu no intervalo;
6- Massari 4 - errou muito na marcação e nos passes; acertou apenas o cruzamento que originou o segundo gol, mas falhou feio no segundo gol caxiense; saiu no intervalo.
5- Wilson Matias 5 - inconsistente na marcação e fraco no apoio;
8- Bolatti 5,5 - bem abaixo das últimas atuações, com muitos erros de passe;
10- Oscar 6,5 - sentiu a marcação dura, caiu muito no chão e perdeu algumas bolas, especialmente no início do jogo, quando, de um erro seu, saiu o contrataque caxiense que abriu o placar; mas de seus pés saíram as melhores jogadas do colorado, quase sempre pela extrema direita do campo; além disso, cobrou magistralmente o escanteio para o terceiro gol de Damião; é o melhor batedor de corner do elenco, disparadamente.
7- Tinga 6 - bem na marcação e excelente na movimentação, mas seu pequeno poder de finalização fez muita falta ao Inter em duas oportunidades no final do jogo;
11- Zé Roberto 4 - apareceu pouco e errou tudo, inclusive o penalti que daria o 2x1 no primeiro tempo; ainda não se encotrou na mecânica de jogo do time e aos poucos também perde confiança na jogada individual.
9- Leandro Damião 7,5 - mais três gols "de centroavante" e alguns bons lances; mas perdeu a chance de definir o jogo em 4x2, minuto antes do Inter sofrer o empate

13- Indio (-4) 5,5 - substituiu Sorondo no intervalo.
14- Juan (-6) 4 - entrou para resolver a marcação na lateral esquerda, mas foi muito mal em todos os aspectos: apoio, bola aérea, posicionamento, técnica e velocidade; o derradeiro gol de empate saiu em cima dele, num momento em que o Caxias tinha um jogador a menos.
17- Rafael Sobis (-11 ) 6 - nos 20 minutos que jogou fez muito mais do que Zé Roberto.

Comentário: os problemas são sempre os mesmos. FORA ROTH !!!

Sábado, Março 12, 2011

Gauchão 2011: Inter x Ypiranga 4-0

Gauchão 2011 - segundo turno
Beira-Rio, 10-3-2011
gols: L. Damião (3), Zé Roberto

Inter (4-2-3-1)
1- Lauro 6,5 - muito firme em todas as intervenções e defesas;
2- Daniel 5,5 - muito fraco tecnicamente, impefeito na marcação, ganha meio ponto pelo cruzamento rasteiro para Damião marcar o primeiro;
3- Rodrigo 6 - presença discreta em partida de pouca exigência defensiva;
4- Sorondo 6 - idem ao colega de zaga;
6- Kléber 6,5 - tecnicamente bem, competente na defesa, fez o cruazamento para o quarto gol
5- Guiñazú 6 - jogo o de sempre, mas sem destacar-se;
8- Bolatti 6,5 - muito seguro e tranquilo na marcação, sem erros de passe, ajuda na bola aérea e um belo lançamento para Tinga desperdiçar gol dentro da área;
10- Oscar 8 - primeiro tempo perfeito, jogou como dono do time, iniciou a jogada do primeiro gol, deu assistência para o segundo, driblou, finalizou, nao errou passes, manteve-se em pé e ativo por 45 minutos; caiu um pouco de rendimento no segundo tempo, mas deu outra assistência;
7- Tinga 6 - ainda em recuperação da melhor forma física e técnica, em um jogo mais exigente não teria atingido a nota da suficiência;
11- Zé Roberto 6 - jogando aberto pela esquerda, ajudou na marcação e tocou bastante na bola, mas pouco sucesso teve além do gol, o terceiro do Inter;
9- Leandro Damião 7,5 - mais três gols "de centroavante".

18- Cavenaghi (-11) sn
16- Andrezinho (-10) sn
17- Rafael Sobis (-9 ) sn


Quarta-feira, Fevereiro 23, 2011

Libertadores 2011: Inter x Jaguares 4-0

Primeira Fase
23-2-2011
Beira-Rio
gol: Bolatti (2), Leandro Damião, Oscar

Inter no 4-4-2:
1- Lauro 6,5 - seguro em todas as intervenções e pelo menos duas defesas importantes
4- Nei 6 - apesar de não se destacar no apoio e ter tido problemas de posicionamento no primeiro tempo, passou a marcar melhor o incisivo ala esquerad adversário no segundo tempo
3- Índio 5,5 - perdeu uma bola alta importante e
14- Sorondo 6 - o melhor da linha defensiva, mas poderia ter sido expulso numa entrada desnecessária e estabanada.
6- Kleber 6 - mais discreto que o habitual
24- Bolatti 7,5 - nota alta mais pelos dois gols e pela pequena quantidade de erros do que pela quantidade e qualidade do cumprimento da função específica
8- Wilson Matias 6 - alternou altos e baixos, mas não comprometeu
23- Zé Roberto 5 - teve pouco sucesso na jogada individual e passou muito tempo sumido do jogo; teve algum destaque na bola parada,
5- Guinãzú 6 - pouca contribuiçao ofensiva, mas com melhor rendimento técnico do que na partida anterior; a contumaz disposição e qualidade no desarme equilibram o prejuízo aos desempenhos individual e coletivo trazido pelo seu posicionamento erradamente muito avançado.
18- Cavenaghi 5,5 - muito apagado no primeiro tempo, um pouco mais voluntarioso no segundo, nao aproveitou duas boas chances de gol na pequena área, mas usou a cabeça para assistir Bolatti no segundo gol, embora impedido.
9- Leandro Damião 6 - afora um chute perigoso e um boa jogada em diagonal pela esquerda, onde voltou a mostrar mais técnica na condução de bola e drible do que em 2010, o camisa nove foi mais transpiração que inspiração; no fim das contas, o gol de puro oportunismo foi um prêmio justo para alcançar a suficiência.

16- Oscar-19 6,5 - jogou poucos minutos, mas fez um belo gol de fora da área, que lhe rende a nota destacada ao invés do tradicional "sem nota"
20- Alecsandro -18 sn
17- Andrezinho- 23 sn

Comentário: nem 4-2-3-1, nem losango, Guiñazú jogou à frente, ao lado de Zé Roberto. No final do segundo tempo, apenas, é que Leandro Damião recuou pela direita quando sem posse de bola, para formar uma linha de marcação com Guina pelo centro e Zé Roberto pela esquerda. Isso colaborou para que o colorado fosse acéfalo e, pressionado pela marcação estreita da meia-cancha mexicana, vivesse de chutões e rifadas de bola. O Jaguares jogou ligeiramente melhor durante a primeira meia hora de jogo, mas foi penalizado injustamente com dois gols de bola parada do Inter, um deles contando com desvio fortuito da zaga e outro em impedimento não marcado de Cavenaghi. De bom, apenas a jogada ensaiada do segundo gol. No segundo tempo, ainda menos posse de bola e mais um gol na bola parada, desta vez em falha clara do goleiro. O quarto gol, aos 46', em chute forte de Oscar à longa distância. O Inter jogou mal, em todos os setores, e saiu de campo com uma goleada. Sorte de campeão? Não, apenas sorte. Fora Roth.

Prévia de Inter x Jaguares

Roth e direção afirmaram terem gostado d0 rendimento do time contra o Emelec, o que justificaria a repetição da escalação daquela meia-cancha arrastada e pouco contundente que se viu em Guayaquil. Guinazu voltaria a atuar como o central da linha de meias ofensivos, o que, segundo Roth, é a real função de Cholo, na qual se consagrou no Libertad e chamou atenção do Inter. Verdade que no paraguai ele jogava mais à frente, mas além disso fazer 5 anos, aquele time do Libertad tinha outros jogadores de meio e ataque com maior capacidade de finalização. Mas, o que Roth não lembra é que, no jogo de volta daquela semifinal, o Libertad dominou o início do segundo tempo e só não abriu o placar por que...tchan, tchan, tchan, tchan...Guiñazú perdeu duas chances claras de gol graças à sua pouca qualidade como finalizador.

Bom, voltando ao jogo de hoje, com a contusão de D'Alessandro, Roth escolheu Cavenaghi para completar o time. Ao que tudo indica, isso o obrigará a trocar o 4-2-3-1 pelo 4-4-2 em losango, com Zé Roberto no vértice alto e Guiñazú e Matias (ou Bolatti) mais atrás e pelos lados, à frente do volante central. D'Alessandro, evidentemente, fará muita falta, mas no plano tático, talvez sua lesão tenha melhorado o time. Veremos.

Fora Roth, antes que seja tarde.

Quarta-feira, Fevereiro 16, 2011

Libertadores 2011: Emelec x Inter 1-1

Primeira Fase
16-2-2011
Guayaquil
gol: Bolatti

Inter no 4-2-3-1
1- Lauro 6,5
4- Nei 6
3- Índio 6
14- Sorondo 6,5
6- Kleber 7
24- Bolatti 7
8- Wilson Matias 6
23- Zé Roberto 5,5
5- Guinãzú 5
10- D'Alessandro 7
9- Leandro Damião 7

18- Cavenaghi-23 6
22- Rodrigo-24 5

Comentário: a paçoca que se previa antes do jogo se cofnirmou, embora num formato diferente, pois em vez do losango, se viu Guiñazú fazendo o papel de Tinga no 4-2-3-1. O jogo esteve o tempo todo na mão do Inter, que apesar de alguns ataques perigosos do Emelec, dominou as ações e teve boas chances de gol. Era nítido que o Inter precisava de Andrezinho ou Cavenaghi no lugar de um dos volantes, para imprensar o Emelec na defesa. A falta de velocidade no contrataque dos equtorianos não justificava o excesso de cautela de Celso Roth. Depois de inúmeras boas jogadas e finalizações de Leandro Damião, o Inter conseguiu abrir o placar aos 35' do segundo tempo, com um gol de escanteio (finalmente um escanteio cobrado no lugar certo, na marca do pênalti). Porém, dali pra frente, Roth mexeu mal duas vezes, jogou o time pra trás, deixou o Emelec pressionar e, passados 30 segundos do tempo informado para os acréscimos, tomou um gol de cabeça. Falharam Damião na marcação e Lauro, na única vez em que saiu mal na bola alta. O time não foi mal, mas de Roth, tivemos o de sempre: uma paçoca no meio campo, uma postura acovardada do treinador e substituições ruins. Ainda a destacar a má atuação do árbitro, confuso nos critérios disciplinares, sem controle do jogo e que não deu um pênalti claro em cima de Sorondo, derrubado com um puxão na camiseta.

Libertadores 2011: prévia de Inter x Emelec

Com Tinga machucado, a reportagem da Band diz que Roth escala Bolatti no vértice baixo do meio-campo em losango e Wilson Matias pela direita. Três volantes para jogar, ainda que fora de casa, contra um time bastante mais fraco. Não gosto de meio-campo em losango, não gosto de três volantes e não gosto desta postura tático-estratégica de "esperar" o adversário, especialmente porque esse time do Inter não tem como característica o contra-ataque rápido. Paçoca à vista.

Domingo, Fevereiro 13, 2011

Gauchão 2011: Inter x Pelotas 3-2

Gauchão 2011 - primeira fase
Beira-Rio, 13-2-2011
gols: L. Damião (3)

Inter (4-2-3-1)
1- Lauro 6 - sem culpa nos gols, salvou mais um numa ágil e tempestiva saída por baixo
2- Nei 6 - em termos de defesa foi o melhor da primeira linha colorada, mas discreto no apoio
3- Índio 4,5 - falhou junto com todo sistema defensivo no primeiro gol e em algumas outras oportunidades em que o Pelotas chegou com perigo ao interior da área
4- Sorondo 4 - bem nas antecipações, mas falhou inexplicavelmente no segundo gol e foi envolvido em outros lances
6- Kléber 6,5 - fez uma boa partida do meio para a frente, com uma assistência perfeita e bons passes e cruzamentos; desconta-se meio ponto por não ter se entendido com Sorondo na marcação do jogador autor do segundo gol auricerúlio
5- Guiñazú 6,5
8- Wilson Matias 6
11- Zé Roberto 6,5 - velocidade, dribles, jogo vertical, mas cansando e parando aos poucos
7- Tinga 5,5 - não se encontrou nem técnica nem táticamente e foi bem substituído
10- D'Alessandro 7,5 - não fosse o "hat-trick" de Damião, teria sido o melhor do Inter: duas assistências, finalizações, movimentação, raros erros de passe, segurança na posse de bola;
9- Leandro Damião 8 - três gols "de centroavante", um deles com o requinte técnico de driblar o goleiro após dominar lançamento

16- Cavenaghi (-7) 6 - jogou todo o segundo tempo, disputando bolas com muita disposição; jogou muito fora da área, buscando o jogo, sem erro de passes, mas finalizou apenas uma vez, num chute forte e rasteiro de froa da área
17- Andrezinho (-11) 6
18- Alecsandro (-9 ) sn

comentário: .

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2011

Gauchão 2011: Inter xJuventude 3-1

Gauchão 2011 - primeira fase
Beira-Rio, 3-2-2011
gols: L. Damião, D'Alessandro (2)

1- Lauro 6 - bem nas defesas, mas visivelmente ainda desembocado
2- Nei 5,5
3- Índio 6
4- Ronaldo Alves 5 - titubeante em vários momentos, especialmente no lance do gol
6- Kléber 6
5- Guiñazú 5,5 - foi o batalhador de sempre, mas foi desatento na marcação no lance do gol
8- Wilson Matias 6
7- Tinga 6
10- D'Alessandro 7,5 - uma partida razoável, com uma assistência, um gol de pênalti e um golaço em tabelinha com
11- Zé Roberto 6,5 - estréia surpreendentemente boa, com muita movimentação e qualidade técnica, mas que durou apenas 37 minutos, devido a uma contusão muscular
9- Leandro Damião 6 - bastante discreto, mas com um "gol de centroavante"e sem nunca fugir da bola, cumpriu minimanente bem sua função

16- Andrezinho (-11) 5 - brigou muito, mas errou passes demais e finalizou mal, mostrando que qualidade técnica também depende de ritmo de treino e jogo
13- Sorondo (-4) 6
17- Alex (-7 ) sn

comentário: Roth mandou o Inter a campo com a promessa de um 4-4-2 com meia cancha em losango, onde D'Ale e W. Matias seriam os vértices agudos. Tomou um gol relâmpago numa bobeira geral do sistema dfensivo, mas em seguida empatou num lance de linha de fundo. Zé Roberto, escalado como segundo atacante, foi destaque, mas sentiu lesão muscular ainda no primeiro tempo e foi supreendentemente substituído por Andrezinho. Daí pra frente, o esquema tático foi indecifrável. A paçoca armada por Roth, que brindouo o torcedor colorado com 30 minutos sem uma finalização em gol, foi salva por um pênalti isolado e esquisito (embora correto) e, depois, ajudada por uma expulsão justa mas desnecessária. Em resumo, o Inter não foi bem, nem técnica nem taticamente, mas estrear com vitória sobre o líder do campeonato e tradicional rival menor, sempre é bom para a moral de um time que precisa vencer uma Libertadores, jogando bem ou jogando mal.

Terça-feira, Fevereiro 01, 2011

Copa da Ásia 2011 - Análise Geral

Qualidade dos jogos:
As primeiras rodadas tiveram um considerável número de jogos muito fracos do ponto de vista técnico, alguns deles ainda pobres em emoção. Inicialmente, parecia-me um torneio menos interessante e mais fraco do que a Copa das Nações da África, competição que pude assistir a todas as edições televisionadas desde 1992. Outra expressiva quantidade de partidas, como as que envolveram a primária equipe da Índia, revelaram um enorme desequilíbrio de forças entre as seleções. Da terceira rodada em diante, mas especialmente nas quartas e semifinais, passou-se a ver bons jogos de futebol. Ainda que um zero a zero desemptado na prorrogação, com poucas chances de gol, a final entre Japão e Austrália mostrou que, em termos de espetáculo, a ponta do futebol asiático não deixa a desejar futebol africano de seleções.

Nível técnico:
O resultado da competição evidenciou a disparidade entre o bloco das potências e o restante das seleções: Japão, Coréia do Sul e Austrália foram, de longe, as melhores seleções do torneio e justamente as três primeiras colocadas. E, vivendo o que na melhor das hipóteses é uma entresafra de gerações, o Irã deu mostras de que pode estar ficando para trás e saindo desse bloco. Em contrário senso, quem pode estar no rumo para integrar é o Uzbequistão. Apesar da retumbante derrota de seis a zero na semifinal, a seleção uzbeque nos fez ver alguns bons jogadores e uma consistência coletiva interessante. Não me surpreenderei, nenhum pouco, se Uzbequistão conseguir vaga para uma das próximas Copas do Mundo. Decepcionou, mais uma vez, a China, de quem eu esperava um rápido crescimento desde a participação na Copa do Mundo de 2002. Mas o grande fracasso no Qatar foi protagonizado pelo futebol do mundo árabe e simbolizado pela ex-grande potência Arábia Saudita, que perdeu três partidas, marcou apenas um gol e ficou somente à frente da Índia. Salvaram-se alguns momentos dos anfitriões qatarianos - uma legião de estrangeiros comandada pelo "mago" Bruno Metsu (treinador do memorável Senegal da Copa de 20o2) e os iraquianos, que defendiam o título. O Iraque, contudo, baseia seu jogo muito mais num esquema fechado e pouco agressivo, do que na qualidade técnica dos jogadores, nivelada com o restante do mundo árabe. Supreenderam a Ásia, em 2007, fazendo e tomando poucos gols, levando jogos a prorrogações e pênaltis e contando com sorte na tabela de adversários. Mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar e, desta vez, deu a lógica: uma derrota nas quartas-de-final, vendida muito cara, mas justa, perante a Austrália.

Esquemas táticos:
O tradicional 4-4-2 foi adotado por Qatar, Kuwait, Jordânia, Arábia Saudita, Austrália, Índia, Iraque e Irã, quase sempre com meias-canchas dispostas "à inglesa", com dois externos mais agressivos e dois centrais com funçoes de marcação e armação. Nos casos de Austrália e Iraque, também de chegada e finalização de longa distância. Digno de nota foi o ataque dos Socceroos, composto por Cahill e Kewell, sabidamente dois meias-atacantes. Assim como na Copa do Mundo, o 4-2-3-1 foi bastante empregado na competição, mesmo que não tão claramente configurados em campo, devido a atacantes posicionados como externos ou meias-atacantes flutuando das extremas para o centro. Foi o esquema preferencialmente usado por Japão, Uzbequistão, China, Síria, Bahrein e Emirados Árabes. Nominalmente no 4-2-3-1, a Coréia do Sul jogou praticamente num 4-2-4, em que a linha ofensiva toda se mesclava nas funções e posições, apenas com o externo-direito Lee Chung-Young guardando posição por mais tempo. A Coréia do Norte foi a única a apresentar o "catenacciaro" 5-3-1-1, e o sepultado 3-5-2 renasceu apenas numa das partidas do Uzbequistão.

Segunda-feira, Janeiro 31, 2011

Copa da Ásia 2011: seleção do torneio

Seleção do torneio, escalada no 4-2-3-1:

Go: Mark Schwarzer (Austrália)
LD: Cha Du-Ri (Coréia do Sul)
Za: Odil Akhmedov (Uzbequistão)
Za: Lucas Neill (Austrália)
LE: Yuto Nagatomo (Japão)
MV: Makoto Hasebe (Japão)
MV: Mile Jedinak (Austrália)
ED: Koo Ja-Cheol (Coréia do Sul)
MA: Keizuke Honda (Japão)
EE: Shinji Kagawa (Japão)
CA: Ji Dong-Won (Coréia do Sul)

Observações:
* Talvez tenha sido uma injustiça deixar Harry Kewell de fora da seleção, mas além dele ter perdido a chance de desequilibrar a partida final, preferi "premiar" um centroavante de ofício a colocar na "posição" mais avançada um meia que jogou como segundo atacante; se eu tivesse escalado a seleção no 4-4-2, provavelmente o australiano teria tido lugar.
* Ja-Cheol jogou como externo esquerdo, centroavante e meia-atacante, ou seja, em varias posições, menos onde o escalei na seleção; mas ele e Kagawa foram disparadamente os dois melhores externos do torneio, ainda que não fossem tão agudos nem tão fixos. pelo lado do campo.

Terça-feira, Janeiro 25, 2011

Inter: Bolatti

Bolatti: Revelado pelo Belgrano de Córdoba, foi vendido ao Porto, onde não se firmou. Quando retornou à Argentina, por empréstimo, foi campeão pelo Huracán e - li em algum lugar - eleito o melhor jogador do torneio. Transferindo pelo Porto para a Fiorentina no inicio de 2010, passou o ano no banco e na "tribuna". Segundo vozes da imprensa italiana, seu futebol de cabeça de área convencional não se adapta ao 4-3-3 fiorentino, em que Donadel, D'Agostino e Montolivo atuam de área a área, marcando, armando e finalizando. Por outro lado, a imprensa argentina sustenta que "El Gringo" sabe sim chegar à frente e que é um marcador elegante, de poucos carrinhos, desarmes precisos e bom passe. Vi esse jogador apenas nso poucos minutos que jogou na Copa, insuficientes para qualquer análise. O currículo não empolga. Os 4 milhoes de Euros por um "volantão", por melhor que seja, soam exagerados.

Copa da Ásia 2011 - Seleção das Semifinais

Seleção das semifinais, escalada no 4-2-3-1:

Go: Jung Sung-Ryong (Coréia do Sul)
LD: Atsuto Uchida (Japão)
Za: Odil Akhmedov (Uzbequistão)
Za: Lucas Neill (Austrália)
LE: Yuto Nagatomo (Japão)
MV: Carl Valeri (Austrália)
MV: Mile Jedinak (Austrália)
ED: Shinji Okazaki (Japão)
MA: Keizuke Honda (Japão)
EE: Matt McKay (Austrália)
At: Harry Kewell (Austrália)

Domingo, Janeiro 23, 2011

Inter: primeiras considerações do ano

* Giuliano: apesar de todo o talento e perspectivas de crescimento, do prêmio de melhor jogador da Libertadores e dos gols decisivos, a verdade é que Giuliano era muito irregular, especialmente quando saía jogando. Incomodava-me a quantidade de passes errados que saíam dos pés dele, algo incoerente com sua qualidade técnica. Dez milhões de euros por um reserva irregular, que vivia de lampejos, é um ótimo negócio. Mas a quem o prefere considerar uma promessa de craque, dez milhões de euros continuam sendo um bom negócio.

* Zé Roberto: teve seu auge em 2006, quando foi Bola de Prata da Placar no campeonato brasileiro, pelo Botafogo. Jogador de trajetória muito irregular, no terço final de carreira, taticamente talvez até seja mais adequado ao sistema 4-2-3-1 do que Giuliano. Porém, não é jogador de muitos gols, aquilo que mais faltou ao Inter em 2010. Espero queimar a língua, mas acho mais provável que essa contratação se revele pouco acertada.

* Cavenaghi: El Torito Cavegol surgiu como grande promessa, foi campeão sul-americano sub-20, tri campeão argentino pelo River, campeão francês e da Copa da França pelo Bordeaux. Faixas não lhe faltam. Mas nas últimas duas temporadas vem lhe faltando continuidade e um pouco de gols. Sua média histórica pelos clubes por onde passou é similar a de Alecsandro, 1 a cada dois jogos. Mas espero que sejam de gols mais importantes do que os do "Artilheiro do Gol Inútil". É um razoável cobrador de faltas, bate bem de fora da área, medianamente técnico, mas, curiosamente, faz poucos gols de cabeça, mesmo tendo 1,81 m. Se estiver fisicamente bem, acho que é um avanço em relação aos centroavantes atuais, mas não é uma contratação que me empolgue. Por outro lado, o que tem-se de melhor dentro do que clubes brasileiros podem pagar?

*Ricardo Goulart: o jovem do Inter B, que já começa a ser cantado em prosa e verso por torcedores e parte da imprensa, pode até vir a ser um bom jogador no futuro, mas por enquanto só o que fez de destacado foram os dois gols de cabeça. Um deles, sem goleiro, debaixo do travessão, numa bola rebatida. Claro que vale pro placar, mas não conta pra avaliação. O outro gol, esse sim, um belo cabeceio num cruzamento, mas em cima do goleiro, que tomou um frangaço. Além do mais, finalizações de cabeça não estão entre as principais
funções do externo de meio campo, quais sejam, cruzamento, passes certos, finalizações de média distância, criatividade e ajuda na marcação. E nestas todas, Ricardo não passou de uma nota 6 até o momento.

Copa da Ásia 2011: seleção das quartas-de-final

Seleção das quartas-de final, escalada no 4-4-2:

Go: Mohammed Gassid (Iraque)
LD: Cha Du-Ri (Coréia do Sul)
Za: Hwang Jae-Won (Coréia do Sul)
Za: Lucas Neill (Austrália)
LE: Ehsan Hajsafi (Irã)
MV: Makoto Hasebe (Japão)
MV: Lee Yong-Rae (Coréia do Sul)
MA: Harry Kewell (Austrália)
MA: Shinji Kagawa (Japão)
At: Sebastián Soria (Qatar)
At: Ulugbek Bakaev (Uzbequistão)

Sexta-feira, Janeiro 21, 2011

Copa da Ásia 2011: seleção da primeira fase

Apresento a seleção da primeira fase da Copa da Ásia, no esquema 4-2-3-1, não só por ser um dos mais utilizados pelas equipes como também para privilegiar os meias, onde acumulam-se os principais destaques da competição. Minha escolha ficou um pouco prejudicada porque não pude ver todos os jogos, especialmente os da seleção do Qatar (faltaram 5 dos 24 da primeira fase, além de 3 assisti flashes simultaneamente a outros). Para algumas posiçõesas escolhas foram quase óbvias, mas para outras não foi tarefa tão simples. A média dos goleiros foi baixa, salvando-se um aqui e outro ali, mas na média dos três jogos o veteraníssimo australiano ainda foi nitidamente melhor. De forma geral, as atuações dos zagueiros foram de fracas a discretas, com algum brilho apenas para Akhmedov, volante de origem, que fez dois gols e se destacou mais pela qualidade da saída de bola do que por força, cabeceio, marcação e firmeza. Embora sem nada de grande brilho, a lateral-esquerda foi bem concorrida, com Isa (Bahrein), Lee You-Pyo (Coréia do Sul) e Nagatomo (Japão) praticamente no mesmo nível do escolhido-mais pela novidade- Sabagh. Dentre os volantes, ainda se poderia destacar Ki Sung-Yueng (Coréia do Sul) e Endo (Japão). A linha dos três meias poderia ter Ismail Abdullatif (Bahrein), Park Ji-Sung e Lee Chung-Young (Coréia do Sul) e Honda, Okazaki e Kagawa (Japão). Já a "centroavância" foi a posição mais mal servida de jogadores, pois os poucos que tiveram boas atuações, como Younis Mahmoud (Iraque), Dong-Won (Coréia do Sul), Maeda (Japão) e Geyrinkh (Uzbequistão) as tiveram em apenas uma das três partidas da fase. Assim, fica Cahill, mais pela folha corrida, como melhor 9 da primeira fase.

goleiro: Schwarzer (Austrália)
lateral direito: Cha Du-Ri (Coréia do Sul)
zagueiro: Neill (Austrália)
zagueiro: Akhmedov (Uzbequistão)
lateral esquerdo: Sabagh (Síria)
volante: Jedinak (Austrália)
volante: Hasebe (Japão)
externo direito: Koo Ja-Cheol (Coréia do Sul)
meia-atacante: Djeparov (Uzbequistão)
externo esquerdo: Kagawa (Japão)
centroavante: Cahill (Austrália)

Sábado, Dezembro 18, 2010

INTER NO MUNDIAL 2010: curtinhas


  • O principal destaque do Inter nos Emirados foi a presença de seu torcedor. Considerando as variadas estimativas que ouvi nessa semana, entre 5 e 9 mil pessoas coloriram as arquibancadas de vermelho, na maior movimentação trans-oceânica de torcedores da história dos mundiais de clubes, seja na versão Copa do Mundo FIFA, seja na velha Taça Intercontinental.
  • Se o sorteio das chaves tivesse invertido os confrontos, o Inter teria pego os coreanos na semifinal e não teria se ouvido falar em "fiasco", "decepção", "frustração" em Abu Dhabi, mesmo com uma provável derrota para os italianos na final e com exatamente o mesmo futebol insuficiente apresentado pelo time. O futebol é feito de competência e preparação, mas os placares são sempre uma soma de circunstâncias.
  • ranking gaúcho dos mundiais de clubes:
1º - Inter: 1 título, 4 jogos, 3 vitórias, 1 derrota;
2º - Grêmio: 1 título, 2 jogos, 1 vitória na prorrogação, 1 empate com derrota nos pênaltis
PS: aos gremistas que ousarem dizer foram vice-campeões em 95, aviso que o Inter nunca foi o ULTIMO COLOCADO de um mundial.

  • Internazionale x Mazembe:
- o primeiro gol interista, aos 12' minutos, me lembrou o gol perdido por Sóbis aos 11'.
- a Inter jogava até menos do que o Colorado, quando fez o primeiro gol
- um gol na hora certa muda tudo; e não me digam que não tem hora certa pra gol, porque os do Alecsandro são sempre tarde demais
- dois chutes, dois gols interistas; qualidade sim, mas sorte e azar também explicam
- apesar do placar igual, o Mazembe deu mais trabalho à Inter do que o Seongnan, e finalizou mais vezes do que contra o Colorado



INTER NO MUNDIAL 2010: Inter 4x2 Seongnam llwha Chunma

O jogo começou ruim para o Inter, que parecia intranquilo, errava passes e não conseguia reter a bola, deixando com que a posse de bola dos coreanos chegasse a impressionantes 74% aos 12'. Mas aos poucos o Inter se soltou e, mesmo sempre com menos posse de bola, começou a ser mais contundente e chegou naturalmente aos gols. A expulsão de um coreano quando o placar marcava 2x0 facilitou ainda mais as coisas. Mas, depois do quarto gol, o Inter parou de jogar, teve o meio campo desmontado por Celso Roth e acabou, no relaxamento, tomando dois gols no final. O que poderia ser tranquilamente 6x0, acabou 4x2. Goleada, justa, de toda forma.

A destacar fragilidade técnica do time coreano e o fato de que o Inter precisou de 10 arremates para fazer os 3 primeiros gols (18 ao todo), enquanto no jogo anterior foram 23 sem nenhum gol.

Renan 6 - partida tranqüila, uma ótima defesa na única vez em que foi realmente exigido e muita segurança nas poucas intervenções que teve de fazer
Nei 5,5 - muito esforçado, razoável no apoio, uma assistência, mal no posicionamento defensivo
Bolívar 5 - um grande ano que se encerrou com duas atuações irreconhecíveis
Índio 6 - sem falhas em um jogo com pouca exigência
Kléber 5,5 - foi bem no primeiro tempo, caiu muito no segundo
Guiñazú 6 - o mesmo de sempre
Wilson Matias 6 - bem mais discreto do que no primeiro tempo do jogo anterior, mas teve uma boa participação
Rafael Sóbis 6,5 - no primeiro tempo não teve muito sucesso em suas jogadas, mas no segundo, aberto pela direita, fazia uma grande partida até se machucar e ser substituído por Giuliano.
Tinga 7,5 - tão bem como no primeiro tempo do jogo anterior, mas com mais sucesso nas jogadas; autor do primeiro gol numa das várias vezes em que inflitrou-se na área;
D'Alessandro 7 - mais presente e eficiente do que no jogo anterior, fez uma partida boa e premiada com um belo gol de fora da área
Alecsandro 7 - muitos erros banais, como sempre, mas um belo gol, outro gol em impedimento e uma ótima assistência para Tinga; de fato é um artilheiro, pena que artilheiro dos gols inúteis

Giuliano 5 - entou no lugar de Sóbis, embolou o time e errou quase tudo que tentou
Pato Abbondanzieri sn - entrou para uma justa despedida, nao tocou na bola e tomou dois gols sem nenhuma culpa; mas se fosse com Renan, teria pegação no pé
Andrezinho sn - substituiu Wilson Matias no fim e não teve muito tempo para demonstrar futebol, pois dali pra frente o time nao quis mais jogar e ainda ficou muito fragilizado na marcação



INTER NO MUNDIAL 2010: Inter 0 x 2 Mazembe

Claro que ficou o sentimento de frustração. Mas, pelo menos para mim, não foi algo inesperado e muito menos a "maior decepção" do torcedor colorado ou o "maior fiasco da história do Inter". Eu fiquei muito mais decepcionado com o verdadeiro fiasco de levar 4 do Juventude numa semi-final de Copa do Brasil, dentro de um Beira-Rio com 65 mil pessoas, numa maldita noite de chuva. Ainda houve as derrotas em casa para Bahia e Olímpia em 89 e certamente outros momentos bem piores, de quem nem lembro agora. E quando ao futebol gaúcho, fiasco é cair pra segunda divisão e vender o DVD da Batalha dos Aflitos como documentário de uma vitória da valentia, heheheheheheheh.

O Inter até nem jogou tão mal assim. Jogou melhor que o Mazembe, mas não teve pontaria. Foram 23 finalizações sem sucesso. Contra o Seongnan, a Inter italiana finalizou apenas 7 vezes, mas fez 3 gols, o primeiro deles aos 2 minutos do primeiro tempo. Se Rafael Sóbis tivesse feito aquele gol imperdível aos 11 minutos, provavelmente o jogo teria tido o mesmo resultado da outra semifinal. Nada de zebras. De todo modo, o Inter contra o Mazembe foi rigorosamente igual ao do último terço do campeonato brasileiro. Faltou futebol, sim, mas também faltou sorte. Sorte que teve em 2006, quando tudo deu certo contra o Barcelona. Roth mexeu muito mal no time, alguns jogadores renderam menos do que se esperava e o talismã Giuliano desta vez não resolveu. Mas o pior de tudo foi ter ido aos Emirados com Alecsandro e Leandro Damião como únicas soluções para a camisa 9. Sabia-se que eram insuficientes há um ano inteiro.

Renan 5,5 - Foi bem em todas as pequenas intervenções que teve de fazer e em duas ou três defesas seguras, mas o segundo gol não era indefensável.

Nei 4,5 - Apareceu bastante no apoio, mas errou passes e não acertou cruzamentos, além de alguns erros, como sempre, no posicionamento defensivo.

Bolívar 5 - Falhou no primeiro gol e sofreu com a velocidade de Kaluyituka no primeiro tempo

Índio 5,5 - Também falhou no primeiro gol, mas de resto fez uma partida discreta e correta, sem muitas exigências

Kléber 6 - Foi muito criticado pela imprensa, mas para mim foi um dos melhores do meio para frente. Perde meio ponto por ter marcado mal o jogador que deu a assistência, de cabeça, para Kabangu fazer o primeiro gol

Guiñazú 6 - Não teve falhas, marcou bastante, foi o guerreiro de sempre e errou poucos passes. Discreto e trabalhador.

Wilson Mathias 6,5 - Fez sua melhor partida do Inter, roubando bola, passando bem e com velocidade e ainda procurando chegar à frente para concluir.

D'Alessandro 5,5 - Começou discreto, tímido, parecia sentir o peso da competição. Foi melhorando ao longo do jogo, apesar de 2 ou 3 passes errados imperdoáveis. Melhorou quando foi jogar aberto na esquerda, mas acabou errando feio uma finalização da marca do pênalti após uma cobrança esperta de escanteio, o que lhe desconta meio ponto.

Tinga 6,5 - Fez um primeiro tempo muito bom, com bastante movimentação, acerto nos passes e entrada na área. Caiu um pouco no segundo tempo e foi substituído muito cedo, incorretamente.

Rafael Sóbis 6 - Talvez tenha sido o melhor jogador do Inter, com muita movimentação e 3 conclusões muito perigosas, mas uma delas um erro imperdoável, cara a cara com o goleiro Kidiaba. Não deveria ter saído para a entrada de Giuliano.

Alecsandro 4,5 - De bom apenas o cruzamento para Sóbis perder um gol incrível. Foi substituído por Leandro Damião no segundo tempo.

Leandro Damião 4 - Teve contribuição ainda menos expressiva que Alecsandro que, pelo menos, se movimentou mais.

Giuliano 5,5 - Não entrou mal, mas não contribuiu mais do que Tinga. Teve a segunda melhor chance de gol do Inter, quando o empate levaria à prorrogação. Mas precipitou-se em finalizar sem olhar para o gol e chutou nas mãos do goleiro, sozinho com ele dentro da área.

Oscar 5,5 - Mostra que tem um talento a ser lapidado e protegido e, justo por isso, jamais deveria ter entrado no lugar de Sóbis naquele momento crítico do jogo. Movimentou-se, mas absoluamente sem sucesso.




Terça-feira, Dezembro 14, 2010

INTER NO MUNDIAL 2010: 2006 x 2010

Acho que o Inter do mundial de 2010 é melhor tecnicamente do que o do mundial de 2006. Time bom em 2006 era o da Libertadores e, mesmo assim, só jogou bem mesmo a primeira final contra o São Paulo. O deste ano, não foi muito diferente, pois o caminho trilhado na Libertadores foi cheio de trancos e barrancos, tendo convencido mesmo apenas nas duas partidas contra São Paulo e na primeira contra o Chivas.

Vejamos um comparativo técnico entre 2006 x 2010 nome a nome:
Clemer x Renan: Renan, ligeiramente
Ceará x Nei: Ceará, disparado
Índio x Bolívar: Bolívar, tranquilamente
Fabiano Eller x Índio: Fabiano Eller, tranquilamente
Rubens Cardozo x Kléber: Kléber, disparado
Edinho x Guinãzú: Guinãzú, mais do que disparado
W. Monteiro x W. Mathias: empate
Alex x Tinga: Tinga, disparado (aquele Alex estava muito mal, nada a ver com o Alex de 2008)
Fernandão x D'Alessandro: D'Alessandro (seria empate, mas Fernandão jogou muito mais pra marcar do que para atacar)
Iarley x Sóbis: empate (gosto mais do Sóbis, mas Iarley estava em grande fase)
Pato x Alecsandro: Pato

resultado: 6 de 2010, 3 de 2006 e 2 empates

INTER NO MUNDIAL 2010: comentário inicial

Surpreende-me grande parte da imprensa brasileira dar como favas contadas a passagem do Inter à final, com se o Mazembe não existisse, mas, muito mais ainda, o favoritismo sobre a Internazionale. Dizem que a Inter italiana está muito mal, em sétimo lugar no campeonato nacional. Mas em que posição ficou o Inter brasileiro no nacional? E que bola o colorado andou jogando nas últimas 10 partidas do nacional? Bola pra cá, bola pra lá, domínio da posse de bola, iniciativa e uma grande dificuldade de fazer gols. Time por time, elenco por elenco, fase por fase, a Inter de Milão ainda é tão favorita quanto qualquer campeão europeu sempre tem sido contra o campeão sul-americano.

Mas quero falar do Mazembe, hoje. Depois de ver a partida contra o Pachuca, fiquei com a impressão de que os mexicanos seriam um adversário mais fácil. Primeiro que o Inter tem larga tradição de bater com facilidade equipes mexicanas. Depois, o Pachuca apresentou aquele velho futebol de toque-toque e pouca velocidade do futebol mexicano, com uma defesa fisicamente fraca e pouca estatura do meio para a frente. Além disso, me pareceram bem abaixo dos africanos no preparo físico. O Mazembe pode até não amedrontar, especialmente no quesito técnica individual, mas em jogos de mata-ou-morre, uma soma de circunstâncias favoráveis a um e desfavoráveis a outro podem levar a zebras. Isso ocorre com certa freqüência. Veja o própria Inter de 2006 contra o Barcelona. O Mazembe tem mais estatura, força e preparo físico que o Pachuca e, num jogo em que as coisas não andem bem técnica e taticamente para o Inter, isso pode fazer a diferença. Além disso, ao menos contra o Pachuca, os congoleses revelaram facilidade em chutar forte a média e longa distância e domínio da bola alta, ponto em que o Inter não é muito seguro, mas onde times mexicanos não servem como boa referência.

Os congoleses usam dois jogadores agudos pelos lados do campo, Kabangu e Singuluma, o que pode fazer com que nossos laterais fiquem mais presos. Preocupa-me especialmente o lado direito, pois Nei tem dificuldades de posicionamento defensivo contra jogadores velozes. O centroavante não é alto, mas movimenta-se bastante. Os laterais são fracos, embora apoiem bastante. Contra o Pachuca, eles impuseram o seu ritmo e, principalmente no primeiro tempo, o seu posicionamento tático, marcando o Pachuca além do meio campo e procurando dominar as ações ofensivas. Acredito que não joguem retrancados contra o Inter, o que pode favorecer os pontos fortes colorados, que são a qualidade técnica do trio Sobis-Tinga-D'Alessandro, apoiados por Kleber, e a grande capacidade de tocar a bola em progressão ofensiva quando há espaços. Caso o Inter consiga tocar rápida e verticalmente a bola, os africanos terão de arriscar muito o combate direto e nisso eles são muito mais "estabanados" que jogadores europeus e sul-americanos. Com uma arbitragem rigorosa, cartões em profusão podem facilitar a vida do Inter. Contra o Pachuca, ao serem pressionados levaram 4 cartões em cerca de 15 minutos.

Talvez o Mazembe não seja nem pior nem melhor que a média dos times do interior gaúcho. Contra quem, todos os anos, Inter e Grêmio sempre perdem alguns pontos. Portanto, não são favas contadas.

Palpite: Inter 2 x 1.

Sexta-feira, Agosto 20, 2010

Libertadores 2010: Inter x Chivas 3-2

Final - jogo de volta
Beira-Rio
18-09-2010
gols: Rafael Sóbis, Leandro Damião, Giuliano

Renan 5,5
Nei 6
Bolívar 7
Índio 6
Kléber 7,5
Sandro 6
Guiñazú 7
D'Alessandro 7,5
Tinga 7,5
(Wilson Mathias sn)
Taison 6
(Giuliano 7)
Rafael Sobis 6
(Leandro Damião 6,5)

LIbertadores 2010: Chivas x Inter 1-2

Final - jogo de ida
Estádio Omnilife - Guadalajara
11-09-2010
gols: Giuliano, Bolívar

Renan 6
Nei 5
Bolívar 7,5
Índio 6,5
Kléber 7
Sandro 7
Guiñazú 7
Giuliano 7
D'Alessandro 7
Taison 6
Alecsandro 6
(Everton 4)
(Rafael Sobis 5)

Sexta-feira, Agosto 06, 2010

Libertadores 2010: São Paulo x Inter 2-1

Semifinal - jogo de volta
05-8-2010
Morumbi

Renan 4
Nei 6
Bolívar 8
Índio 6
Kleber 6
Sandro 7
Guiñazu 7
D'Alessandro 7
(Giuliano 6)
Tinga 7,5
Taison 6,5
(Wilson Mathias 6)
Alecsandro 6,5

Quinta-feira, Julho 29, 2010

LIbertadores 2010: Inter x São Paulo 1-0

Semifinal - jogo de ida
29-7-2010
Beira-Rio

Renan 6
Nei 5
Bolívar 7
Índio 6,5
Kleber 6,5
Sandro 8
Guiñazu 7
D'Alessandro 7
Andrezinho 6
(Giuliano 7)
Taison 7,5
Alecsandro 5

Segunda-feira, Julho 05, 2010

Semifinalistas da Copa

Alemanha x Espanha
Por ser a seleçção que melhor futebol apresentou até agora, pode ser considerado ligeiramente favorita contra a Espanha. Os alemães jogaram bem todas suas partidas até aqui, incluindo a que perderam, muito mais por culpa de uma expulsão boba de Klose no primeiro tempo e um pênalti perdido por Podolski no segundo do que por superioridade da Sérvia. O desfalque de Thomas Muller vai pesar muito, mas não acredito que seja decisivo. Embora o substituto natural de Muller seja Trochowski, Marin e Cacau também são opções. Aliás, acho que Cacau renderia mais nesta posição de externo direito do que na de centroavante, onde fora mal contra Ghana. O quanto a ausência de Muller afetará a forma de jogar da Alemanha é pouco previsível, mas acho que poderá pesar bastante, embora não decisivamente. O setor onde a Alemanha é mais fraca é na defesa, onde Mertesacker e Friedriech não dão a mesma segurança de zagueiros de outras décadas, Neuer apresenta alguma deficiência na saída da bola alta, Lahm não tem altura para o jogo aéreo e nem Boateng nem Badstuber tem dado bom resultado na lateral esquerda. Pode-se esperar de tudo desta partida, em termos de resultado, mas minha aposta é na Alemanha.

Uruguai x Holanda
Embora não tenha brilhado ainda, não acho que a Fúria esteja jogando mal. Depois de não conseguir marcar contra a Suíça, os espanhóis venceram todas as partidas jogando da mesma forma e com o placar mínimo necessário, independentemente do estilo de jogo e força do adversário. A Alemanha será um rival com forma de jogo bem diferente dos anteriores, que talvez permita à Espanha mais profundidade, mas que também exigirá muito mais da defesa espanhola. Defesa que, ao meu ver, não é boa, principalmente com o apenas esforçado Puyol no centro dela. El Niño Torres, em péssima fase (mas o acho muito supervalorizado), acaba atrasando o tempo em que o melhor futebol da Espanha surge nos jogos, sempre após sua substituição. Acho que crescem as chances da Espanha se Torres começar no banco.

Uruguai x Holanda
Assim como a Espanha, Holanda não vem sendo brilhante mas vem ganhando sempre por um placar justo, sempre com Sneijder sendo destaque, com muito trabalho de bola e poucos gols. Um pouco semelhante a como vem jogando a Espanha, embora com menos "toque-toque". Não acho que a Holanda tenha sido superior ao Brasil "na bola". Perdeu feio o primeiro tempo e ganhou o segundo mais por circunstâncias e melhor estado anínimico do que propriamente com uma exibição técnica destacadamente melhor. Da mesma forma como Alemanha e Espanha, a defesa é o setor mais fraco, mas antes do primeiro tempo contra o Brasil, essa deficiência não havia se manifestado claramente. Um Uruguai bem postado atrás e contra-atacando com seus ótimos avantes, poderia representar um risco grande à Holanda. Porém, Suárez está suspenso e Lodeiro, que poderia ser uma opção (com Forlán mais adiantado), está fora por contusão. Não bastasse isso, o lateral-esquedo Fucile também está suspenso e a dupla de zaga titular está com problemas de ordem clínica e não se sabe em que condições estarão. Com tantos desfalques e problemas, o Uruguai se enfraquece demais e, para uma seleção que tem jogado no limite de suas possibilidades técnicas e táticas, isso pode ser decisivo. Acho que passa a Holanda

Sábado, Julho 03, 2010

A desclassificação do Brasil na Copa 2010

Minhas impressões, esquematicamente colocas, por preguiça de fazer um texto:

1) Brasil fez um bom primeiro tempo e a Holanda melhorou um pouco no início do segundo. Mas, mesmo assim, "achou" um gol num lance circunstancial de falha do melhor goleiro do mundo. Somente depois desse gol, que motivou a Holanda e desconcentrou o Brasil, é que os tulipanos nos foram superiores e, ainda assim, não a ponto de tornar uma injustiça um possível placar de 1-1 até o final da partida. Julio Cesar praticamente não fez defesas. A Holanda só levou perigo pela posse de bola próxima da nossa área e pelos dois cruzamentos que resultaram em gols. Somente após a expulsão, no desespero de um Brasil com 10 é que a laranja mecânica conseguiu justificar a vitória com oportunidades de gol.

2) A expulsão de Felipe Melo era previsível há seis meses e justificaria que Dunga sequer levasse o jogador à Copa. Mas se o seu desempenho em campo foi o melhor dentre todos os que ocuparam a camisa 5 em 3 anos e meio de trabalho e se o treinador tinha a esperança de conseguir manter os nervos do jogador calmos durante o mundial, deve-se respeitar sua decisão. Ainda que, ao meu ver, errada, antes, durante e depois da eliminação. De salientar que Felipe Melo foi mesmo o personagem do jogo: uma bela assitência para gol de Robinho, um gol contra, um erro de marcação sobre o cabeceador do segundo gol e uma expulsão.

3) Porém, a desclassificação do Brasil não se deu pela expulsão de Felipe Melo. Quando isso ocorreu, a seleção já havia sofrido a virada. O que a tola expulsão prejudicou foram as chances de empatar o jogo nos 20 minutos que faltavam. Ninguém garante que aconteceria, pois o Brasil já estava mal animicamente.

4) Sempre (ou quase) após uma derrota da seleção, muitos dizem que faltou raça, que o time não correu, que os jogadores são mercenários, que não houve indignação, que são sangue frios, etc., etc. Não houve nada disso. O time correu, brigou, suou a camisa. Pode ter corrido errado, perdido após tomar gos gols, mas diria que em termos de "sangue quente", até passou do ponto. Não foi apenas Felipe Melo que demonstrou destempero durante o jogo.

5) O trabalho de Dunga foi bom e vencedor, até perder pra Holanda. Mas como perdeu o jogo mais importante, não se pode de forma alguma dizer que teve sucesso. Por outro lado, seria bom que se reconhecesse que ele montou um bom time, ainda que não brilhante, e que sua unica derrota importante foi num dia em que venceu convincentemente seu adversário por 2/3 da partida e levou uma virada por circunstâncias do futebol.

6) Fico me perguntando se Kaká estivesse em plena forma e Elano em campo (para mim, sempre fui peça fundametal) se não teríamos massacrado a Holanda naquele primeiro tempo de ontem. As lesões de Kaká e Elano não sao culpa de Dunga. Talvez seja, a falta de substitutos à altura. Mas não me pergunto, nem um pouco, se também poderiamos ter batido a Holanda com Ronaldinho Gaúcho e Adriano. Fizemos ainda pior em 2006, com eles. E os últimos quatro anos mostraram que não estariam aptos para fazer diferença em 2010. Neymar? Bem, daí não teríamos tido Robinho em campo. Ganso? Ahhhhhh, esse sim, minha melhor opção (ou única) como candidato a substituto de Kaká. Mas que ninguem sabe como se comportaria com a camisa da seleção. No mundial sub-20, em 2009, não fez a diferença. Alguém mais? Certamente não há.

7) Dunga foi e continua sendo "acusado" pela imprensa de ter errado em montar um grupo de jogadores que não eram os melhores, mas que se encaixavam na "família Dunga". Infelizmente, poucos comentaristas e torcedores conseguem entender que a montagem de uma seleção é muito mais complexa do que reunir jogadores pelo mérito do momento. Basta dar uma olhada nas "seleções dos melhores" que órgãos de impresa fazem ou promovem a cada campeonato para ver que, embora possa ser justas ao premiar os destaques individuais, raramente se constituem de um time que possa ser escalado de forma equilibrada. Para sair da teorização subjetiva sobre esse ponto, basta olhar para a seleção alemã de Joachim Loew: se o desempenho dos jogadores no campeonato alemão fosse o principal critério de convocação, Klose e Podolski, que juntos fizeram apenas 5 gols, jamais seriam convocados po 90% dos comentaristas brasileiros. Em tempo, a imprensa alemã questinou muito Joachim Loew por não ter levado Kevin Kuaranyi, o alemão com o segundo maior número de gols marcados na Bundesliga. Como dizem na Italia, "tutto il mondo é paese" (tradução livre: é a mesma coisa em todo lugar).

8) Aliás o time do melhor do mundo e dos 1800 atacantes fenomenais, a seleção que escalava os melhores e representava a fina flor do futebol bailarino sul-americano, levou uma sova dos "duros de cintura", "previsíveis" e "defensivistas" alemães. Quantos chavões. Mas há de se fazer justiça: uns 20% da imprensa brasileira sabe que os alemães não são nada disso e quase toda reconheceu, depois da copa começada, que a Alemanha tem um time ofensivo esse ano. O problema é se supreender com isso, pois os comentários deles mesmo nas copas de 2002 e 2006 foi bem semelhante. Não vou nem falar da Alemanha campeã em 90, cujo jogador mais recuado no meio de campo era o craque Lothar Matthaus, jogador de vários gols e assistências. O que ocorre é que prevalece o chavão sobre a memória.

8) A mesma imprensa que reclamava de um pretenso defensivismo (nunca vi a Seleçao retrancada) e do excesso de volantes do time do Dunga (eram só dois, e um deles com o defeito único de ser destemperado), hoje comentou que um time com um só marcador no meio de campo (Mascherano) só podia tomar quatro da Alemanha. Santa Incoerência, Batman !!!!

Sexta-feira, Junho 11, 2010

Copa do Mundo 2010: análise do grupo H

Espanha: o excesso de badalação pode prejuducar, como ocorreu com o Brasil da última Copa. O fracasso na Copa das Confederações talvez seja parcialmente explicado por isso, mas também creio que a Furia não é assim tão impressionante e que, como todo campeão, contou com boa dose de sorte, além da competência, no título europeu de 2008. Mas, claro, do meio para a frente tem um grupo excepcional, em que me agradam muito Villa, Xavi e Iniesta, além do reserva Fábregas. Na Euro 2008, a sempre pouco confiável defesa até que foi bem na atuação coletiva, minimizando a baixa qualidade técnica, especialmente do apenas apenas esforçado Puyol. Máximo: campeã. Mínimo: oitavas-de-final. Aposta: finalista.

Chile:
o esquema 3-4-3 sem alas nem laterais (supreendente, mas não inédito, vide Ajax 95) adotado por "El Loco" Bielsa parece ter sido a grande arma chilena para a ótima campanha nas eliminatórias. É um time ofensivo e rápido, que usa muito os flancos em profundidade mas que alimenta muito o bom centroavante Suazo pelo meio, graças ao volume de jogo e aos passes precisos de Mati Fernández. Contudo, as loucuras de Bielsa não conseguem mascarar dois notórios defeitos dos chilenos: o excesso de pancadaria no meio campo e a baixa estatura da defesa, desprovida de um zagueirão como Figueroa há praticamente 30 anos. Máximo: oitavas-de-final. Mínimo: terceiro do grupo. Aposta: oitavas-de-final

Suíça:
embora tendo saído da Copa de 2006 com a incrível marca de zero gols sofridos em quatro jogos, a lentidão e a pouca qualidade de seus defensores não gera expectativas de que consigam passar perto de repetir o feito em 2010, quando enfrentarão equipes rápidas e técnicas como Espanha e Chile. O super laureado Ottmar Hitfeld monta sua equipe de forma semelhante à da última Copa, compacta e bem articulada, e conta com a mesma base de então. Mesmo assim, afora Barnetta, é um time desprovido de pensadores e que tem pouquíssimo poder ofensivo. Máximo: oitavas-de-final. Mínimo: quarta do grupo. Aposta: terceiro do grupo

Honduras:
nunca se pode esperar muito do terceiro colocado da Concacaf, especialmente quando esse nao é a Costa Rica, mas com alguns jogadores bons atuando nos principais campeonatos europeus (Palacios, León e Suazo) e com um passado de supresas (empate com Espanha em 82 e vitória contra o Brasil numa Copa América), o simpático time hondurenho pode ser candidato a zebrinha dentre o clube dos primos pobres da Copa. Máximo: terceira do grupo. Mínimo: quarta do grupo. Aposta: quarta do grupo

Copa do Mundo 2010: análise do grupo G

Brasil: mesmo que eu possa questionar pontos como a ausência de Ganso como alternativa a Kaká ou a convocação de Grafite ao invés de Fred ou Pato, é inegável que Dunga conseguiu, nestes quatro anos, montar uma equipe vencedora, organizada, séria e motivada. Claro que, tudo terá sido em vão se não atuar bem na Copa do Mundo, mas as expectativas teriam tudo para ser muito boas. Porém, vejo alguns problemas graves: a forma física preocupante de Kaká, Luis Fabiano, Juan e talvez outros, desgastados da dura temporada européia, a péssima fase técnica de Felipe Mello, já nao bastasse sua perigosa falta de equilíbrio emocional, e as fracas opções disponíveis para a lateral esquerda. O grupo não é simples, pois se os potenciais de Portugal e Costa do Marfim se manifestassem plenamente, ambos os jogos seriam duríssimos. Por outro lado, se a seleção estiver bem preparada fisicamente, com Kaká em condições de dar seu máximo, pelas já citadas qualidades, somadas ao grande poder de contra-ataque e à formidável eficiência da bola parada, o Brasil é o principal candidato ao caneco. Máximo: campeã. Mínimo: terceiro do grupo. Aposta: finalista.

Portugal:
por conta da sofrida campanha nas eliminatórias, do declínio de jogadores como Deco e da temporada pouco brilhante de Cristiano Ronaldo, pouco está se falando e se esperando dos lusos. Mas ainda possuem um bom grupo de jogadores e um treinador de reconhecida competência. O corte do contundido Nani, que fez grande temporada pelo Manchester, será muito sentido, mas na equipe titular deverá ser bem substituto por Danny, astro maior do campeonato russo. Se o time "encaixar" e C. Ronaldo desequilibrar, podem ir longe. Máximo: semifinal. Mínimo: terceiro do grupo. Aposta: oitavas-de-final

Costa do Marfim:
por qualidade do elenco e experiência internacional, seria disparadamente a melhor equipe do continente africano, mas até hoje essa geração frustou todas as expecativas do público nas principais competições. Há quem diga que o grande problema é o excesso de egocentrismo e as divergências no grupo de jogadores, mas também há influência negativas de fracos comando técnicos. O que parece ser o caso, novamente, pois, de última hora, resolveram apostar no batidíssimo e ultrapassado Sven Goran Eriksson. A contusão de Drogba agrava ainda mais o quadro. Máximo: oitavas-de-final. Mínimo: terceiro do grupo. Aposta: oitavas-de-final

Coréia do Norte:
disputa com Nova Zelândia, Honduras, Japão e Argélia o título de pior equipe da Copa. Devem fazer uma retranca e apostar na velocidade e poder de definição do bom Jong Tae-Se nos contra-ataques e bolas paradas. Máximo: lanterna do grupo. Mínimo: tlanterna do grupo. Aposta: lanterna do grupo.

Quinta-feira, Junho 10, 2010

Copa do Mundo 2010: análise do grupo F

Itália: se Dunga é cobrado por Neymar e Ganso, jovens sem experiência de seleção e com um real potencial ainda não sabido, imagine-se Lippi, que deixou em casa os já tarimbados e em grande fase Cassano, Miccoli e Totti. Se, ao menos a Italia tivesse Luis Fabiano e Kaká ou se apresentasse resultados como os conseguidos pela seleção de Dunga, seria mais fácil de compreender os critérios do treinador campeão mundial de 2006. Tudo bem que a Itália tem um histórico de começar mal e engrenar durante a copa e que, às vésperas da Copa de 2006, as desconfianças eram as mesmas, mas a atual squadra azzurra vem mostrando tão pouca condição física, técnica e tática, que só por milagre um "Lippi cairá duas vezes no mesmo lugar". Máximo: quartas-de-final. Mínimo: terceira do grupo. Aposta: quartas-de-final.

Paraguai: apesar de uma queda no final das eliminatórias e de uma campanha de amistosos pouco empolgante, esta equipe paraguaia apresenta um jogo bem organizado pelo treinador Tata Martino e tem um bom elenco, especialmente no ataque. Mesmo perdendo o "gordito" Cabañas e talvez Cardozo, Santa Cruz, Haedo e especialmente Lucas Barrios devem dar conta do recado. O sistema defensivo não conta com a classe de Gamarra e a eficiência de Ayala, mas é razoavelmente boa. Fica em aberto o rendimento da meia-cancha, onde sobra determinação e falta criatividade. Máximo: quartas-de-final. Mínimo: terceira do grupo. Aposta: oitavas-de-final.

Eslováquia: pelos resultados inexpressivos após o desmebramento da Tchecoeslováquia e pelo elenco pouco conhecido do primeiro mundo do futebol, os eslovacos foram a grande supresa das eliminatórias européias. Fogem à essa regra apenas o excelente meia Hamsik (Napoli) e o bom zagueiro Skrtel (Liverpool), especialmente após a contusão do veterano Karhan (futebol alemão). Dizem ser um time bem montado e voluntarioso, mas não acredito que tenha vida longa na Copa. Máximo: oitavas-de-final. Mínimo: terceira do grupo. Aposta: terceira do grupo.

Nova Zelândia: apesar do esquema 4-3-3 adotado nos amistosos preparatórios, é um time que entra em campo para se defender. Tem nível técnico talvez superior apenas ao da Coréia do Norte e a grande maioria de seus jogadores atua na própria oceania ou no submundo do futebol europeu. Será lanterna do grupo, mas tem potencial para vender caro as derrotas e, talvez, conseguir algum empate heróico. Máximo: lanterna do grupo. Mínimo: lanterna do grupo. Aposta: lanterna do grupo.

Copa do Mundo 2010: análise do grupo E

Holanda: a nova versão da laranja mecânica não é um carrossel e não tem Cruijff, mas é um time técnico e muito veloz, além de contar com Sneijder e Robben em grande fase. idade favorita disparada do grupo, dificilmente deixará de ser a primeira colocada. A partir daí, vai precisar mostrar mais consistência defensiva e regularidade de desempenho do que na Euro 2008, quando após encantar na primeira fase, nas quartas-de-final tropeçou feio na Rússia E, se a lógica prevalecer, os tulipanos pegam o Brasil, seu velho carrasco em 94 e 98, justamente nas quarta. Máximo: campeã. Mínimo: oitavas-de-final. Aposta: quartas-de-final.

Dinamarca:
mescla de muitos bons veteranos da Copa 2002 e de uma nova geração não mais do que razoável, é bem mais quadrada e previsível do que a Dinamáquina de 86, da qual restou somente o ex-zagueiro e hoje treinador Morten Olsen. Máximo: quartas-de-final. Mínimo: terceira do grupo. Aposta: oitavas-de-final.

Camarões:
apesar de um treinador mais confiável do que os das copas anteriores, os Leões Indomáveis fizeram uma Copa das Nações muito fraca e não convenceram nos amistosos. A exemplo da Dinamarca, a velha geração em declínio não vem bem acompanhada por uma nova à altura. Mas, Samuel Eto'o ainda merece respeito. Máximo: oitavas-de-final. Mínimo: lanterna do grupo. Aposta: terceira do grupo.

Japão:
pouco poder ofensivo, Nakamura em má fase, dupla de zaga estabanada. Olho no bom meia-atacante Honda. Máximo: oitavas-de-final. Mínimo: lanterna do grupo. Aposta: lanterna do grupo.

Copa do Mundo 2010: análise do grupo D

Alemanha: deve vencer um grupo em que os outros três partem muito equilibrados entre si quanto às expectativas. Sem capitão Ballack, machucado, perde qualidade e experiência, mas segundo as más líguas, ganha em ambiente e coletividade. Alemanha é sempre Alemanha, mas para ir além da segunda fase, precisa resolver a má fase de Klose e achar o substituto certo de Ballack. Olho no baixinho reserva Marin, que pode ser o ás na manga de Joachim Loev. Máximo: semifinal. Mínimo: oitavas-de-final. Aposta: quartas-de-final.

Sérvia: tecnicamente é o melhor time dos três concorrentes à segunda vaga do grupo. Fez uma ótima campanha nas eliminatórias em tem opções de banco tão boas quanto os titulares. Porém, foi com essa mesma expectativa para a copa da Alemanha e voltou para os balcãs com três derrotas e a pior defesa do torneio. Máximo: quartas-de-final. Mínimo: lanterna do grupo. Aposta: oitavas-de-final

Ghana: sem o contundido Essien, perde metade de sua força. Foi assim em 2006, quando após uma boa primeira fase, perdeu Essien por cartões e tomou três do Brasil. Como todo time da África Negra, mas ao contrário do que a imprensa brasileira sempre imagina dos africanos, vai dependee muito de estar com bom condicionamento físico para vencer. Máximo: oitavas-de-final. Mínimo: lanterna do grupo. Aposta: terceira do grupo

Austrália: em relação ao time em que corretamente apostei passar de fase em 2006, a versão 2010 dos "Socceroos" vem sem o Mago Holandês Guus Hiddink no banco e com praticamente o mesmo time que, há quatro anos, já era de veteranos. A menos que os bons meias ofensivos Cahill e Kewell joguem como nunca, não passa da primeira fase. Máximo: oitavas-de-final. Mínimo: lanterna do grupo. Aposta: lanterna do grupo




Copa do Mundo 2010: análise do grupo C

Inglaterra: chega ao mundial como quase sempre, ou seja, cheia de jogadores badalados e com muita expectativa. Mas, ao contrário das últimas vezes, agora tem Fábio Capello, um treinador bom e vencedor. A perda do capitão Rio Ferdinand desqualifica signficativamente o sistema defensivo, mas tem time suficiente para não depender dele. Se Rooney estiver em forma (volta de contusão recente) e com cabeça tranquila (foi expulso contra Portugal em 2006) e Capello achar a escalação certa, que permita a seus grandes meio-campistas renderem à altura dos seus talentos, a Inglaterra é candidata. Máximo: campeã. Mínimo: oitavas-de-final. Aposta: semifinal

Estados Unidos: sempre é uma incognita e minha boa impressão sobre eles vem do vice-campeonato da Copa das Confederações. Costuma apresentar times muito organizados, destemidos, rápidos no contrataque, mas fracos na defesa, especialmente sob pressão. Máximo: quartas-de-final. Mínimo: terceira do grupo. Aposta: oitavas-de-final

Eslovênia: deve ser o time mais entrosado da copa, visto que qualquer esloveno sabe de cor os onze titulares, que jogam juntos há muito tempo. O grandalhão centroavante Novakovic promete gols de cabeça e em cobranças de falta. Porém, é um time de muito coletivo, foco na defesa e pouco talento. Pegou um grupo fraco nas eliminatórias, ficou atrás da Eslováquia e, na repescagem, tirou da Copa a favorita Rússia com um gol inesperado aos 43' do segundo tempo. Máximo: oitavas-de-final. Mínimo: terceira do grupo. Aposta: terceira do grupo

Argélia: na Copa das Nações, começou levando goleada do inexpressivo Malawi, mas depois melhorou o rendimento, bateu Costa do Marfim e foi até as semifinais. Ali foi despachada com uma goleada pelo Egito, disparamente a melhor seleção africana. Porém, a Argélia vingou-se dos Faraós nois dois jogos muito tensos do desempate das Eliminatórias, conquistando uma supreendente vaga para a Copa. Tem alguns bons jogadores, como Ziani, Matmour e Belhadji, mas o ataque é fraquíssimo, defesa vaza fácil e o goleiro não inspira nenhuma confiança. Máximo: terceira do grupo. Mínimo: lanterna do grupo. Aposta: lanterna do grupo